Brasil corta os juros para 13,75% no mesmo dia em que os EUA sobem a sua

Brasil corta os juros para 13,75% no mesmo dia em que os EUA sobem a sua
O Banco Central do Brasil decide hoje sua taxa básica de juros, a Selic, que é o preço do dinheiro no país e define quanto custa pedir um crédito. Quem decide é o Copom, o comitê de política monetária do banco central, formado por seus diretores.
O anúncio sai depois das 18:00, no horário de Brasília. Por isso, nesta manhã, a decisão ainda está pendente.
A maior parte do mercado espera que a taxa caia de 14% para 13,75% ao ano. Seria o quinto corte seguido e o quinto de um quarto de ponto. Também seria o último antes da eleição presidencial.
Se confirmado, a Selic ficaria no seu nível mais baixo desde março de 2025, ou seja, em um ano e meio.
Uma taxa que continua alta
Apesar dos cortes, em termos reais a taxa brasileira continua sendo uma das mais altas do mundo. Em termos reais quer dizer descontando a inflação prevista para os próximos doze meses.
Os analistas esperam ainda um comunicado cauteloso. Acham que o Copom não vai dar pistas sobre se continuará cortando os juros na reunião de novembro.
O corte está previsto mesmo com a guerra no Oriente Médio, que subiu o preço do petróleo. Petróleo mais caro costuma empurrar os preços para cima.
O contraste do dia
O contraste é forte. Na mesma quarta-feira, o Federal Reserve dos Estados Unidos se prepara para subir seus juros pela primeira vez em três anos, enquanto o Brasil corta os seus. Os bancos centrais dos dois países caminham em direções opostas.
Há um dado a mais do Banco Central do Brasil. Seu índice de atividade econômica caiu 0,2% em julho. É o segundo mês seguido de queda.
Fontes: G1, O Globo e Valor econômico (Brasil). 16 de setembro de 2026.