Inventário com código de barras

Inventário com código de barras

Manter o controle de uma loja, armazém ou depósito com cadernos, planilhas ou papéis tem um limite claro: tudo depende de escrever rápido, escrever bem e não errar. O inventário com código de barras resolve exatamente esse problema, porque transforma cada produto em um código único que qualquer leitor identifica em menos de um segundo e que o sistema de estoque atualiza na hora. Não é uma tecnologia reservada para grandes redes: hoje um pequeno negócio pode implementá-la com um investimento modesto e notar a diferença já nas primeiras semanas.

O que é inventário com código de barras

Controlar o estoque com código de barras significa identificar cada produto com uma etiqueta que traz um código legível por máquina e registrar todos os movimentos passando um leitor sobre esse código, em vez de anotá-los à mão. Quando uma unidade é vendida, em vez de digitar o nome do produto numa planilha, o vendedor escaneia a etiqueta e o sistema baixa aquela unidade sozinho. Quando chega mercadoria do fornecedor, cada caixa ou item é escaneado e as quantidades aumentam sem que ninguém digite nada. É importante entender o que o código de barras é e o que ele não é. O código não guarda informação por si só: não contém preço, descrição nem fornecedor. Ele funciona como o documento de identidade do produto: é um número que o sistema relaciona com a ficha completa daquele item. Por isso o código de barras sempre trabalha junto com um programa de estoque. Sem um software por trás que saiba qual produto corresponde a cada código e quantas unidades existem, a etiqueta não serve para nada. Com o programa certo, por outro lado, uma única leitura basta para saber o que é o produto, quanto custa e quantas unidades restam.

Como funciona o controle de estoque com código de barras

O funcionamento é mais simples do que parece e se resume em três momentos:
  • Etiquetar. Cada produto recebe uma etiqueta adesiva com um código de barras único. Produtos diferentes levam códigos diferentes, e cada apresentação (por exemplo, o mesmo refrigerante em garrafa e em lata) tem o seu.
  • Ler. Quando o produto entra, é vendido, é transferido ou é devolvido, alguém passa o leitor sobre o código. O leitor transforma as barras no número do produto em uma fração de segundo.
  • Atualizar. Esse número chega ao sistema de estoque, que localiza a ficha do item e soma ou subtrai quantidades conforme o movimento registrado: entrada de fornecedor, venda, saída para outra filial ou devolução.
Dessa forma, o estoque sempre reflete o que realmente existe. Se o sistema mostra 20 unidades e uma venda é escaneada, fica em 19; se depois é escaneada uma entrada de 10, passa para 29. Cada leitura deixa um registro com data, hora, tipo de movimento e responsável, o que permite saber depois o que aconteceu com cada unidade. O ciclo completo, do fornecedor ao cliente, fica documentado sem escrever uma única linha.

Tipos de leitores de código de barras

Para começar não é preciso comprar um equipamento caro nem sofisticado. Os leitores são escolhidos conforme o jeito de trabalhar do negócio:
  • Leitor de mão com cabo: conecta por USB ao computador ou ao ponto de venda. É o mais barato e confiável, ideal para um caixa ou um posto fixo de trabalho, como a mesa de recebimento de mercadoria.
  • Leitor sem fio: funciona por bluetooth ou Wi-Fi e permite escanear de qualquer lugar do armazém sem arrastar cabos. É o mais prático para receber pedidos, expedir e fazer contagens andando pelos corredores.
  • Leitor de mesa ou de apresentação: o produto é apenas passado diante de um laser ou câmera fixa, sem precisar mirar. É o típico leitor dos caixas de supermercado e agiliza a fila de clientes nos horários de movimento.
  • O celular como leitor: a câmera de qualquer telefone, usando o aplicativo do sistema de estoque, lê códigos de barras sem nenhum custo extra. É a melhor forma de testar a tecnologia antes de investir e serve de reserva se o leitor falhar.
Uma recomendação prática: começar com o celular e um leitor de mão com cabo, e acrescentar o sem fio quando as contagens e as expedições justificarem. Os quatro tipos leem os mesmos códigos, então o equipamento pode ser ampliado sem mudar nada no sistema.

Qual código de barras usar e como gerar as etiquetas

As etiquetas são impressas em um formato de código de barras, chamado simbologia. Os três mais comuns em estoque são:
  • Code 128: o mais recomendado para o inventário interno. Aceita números e letras, é bem compacto e lê bem até em etiquetas pequenas.
  • Code 39: o clássico de sempre. Também aceita números e letras, ocupa um pouco mais de espaço que o Code 128 e é compatível com praticamente qualquer sistema e leitor.
  • EAN-13: o código de treze dígitos que já vem impresso nos produtos de consumo em massa. Se o negócio vende itens fabricados, como alimentos, bebidas ou limpeza, o código já está na embalagem e pode ser escaneado diretamente, sem precisar etiquetar.
Para gerar as etiquetas, o processo é o seguinte:
  1. O sistema de estoque atribui a cada produto um código interno e o converte para formato de código de barras, normalmente Code 128.
  2. As etiquetas são impressas em uma impressora térmica de etiquetas com papel adesivo. Uma impressora comum serve para os primeiros testes ou para volumes baixos.
  3. A etiqueta é colada em um local visível e plano da embalagem ou do recipiente, de preferência num canto, sem cobrir datas, instruções nem informações legais.
Dois conselhos que evitam dor de cabeça: imprimir sempre uma etiqueta de teste e conferir se o leitor a lê antes de imprimir o lote inteiro, e manter um rolo de etiquetas reserva para não ficar sem estoque justamente na temporada alta.

Digitação manual versus leitor de código de barras

A diferença prática entre anotar à mão e escanear fica clara nesta comparação:
AspectoDigitação manualCom leitor de código de barras
Velocidade por registroDe 10 a 30 segundos procurando o produto e digitandoMenos de um segundo por leitura
Erros de digitaçãoFrequentes: números trocados, códigos copiados erradoMínimos: o código é lido igual todas as vezes
Contagem físicaHoras ou dias anotando no papel e digitando depoisPercorre-se o depósito escaneando e o sistema conta sozinho
Treinamento da equipeÉ preciso conhecer os produtos e os códigos de memóriaAprender a apontar o leitor é suficiente
Informação disponívelFica desatualizada até alguém digitarEm dia, a cada movimento escaneado
A tabela não exagera: o erro humano de digitação é uma das principais causas de diferenças de estoque nos pequenos negócios, e ele quase desaparece quando a captura é feita por um leitor.

Passos para implementar o código de barras numa loja ou depósito pequeno

A implementação não exige um projeto de meses. Com estes passos, uma loja ou depósito pequeno fica operacional em uma ou duas semanas:
  1. Escolher o sistema de estoque. O programa deve permitir cadastrar produtos com seus códigos, registrar entradas, saídas e vendas por leitura de código de barras e mostrar as quantidades em tempo real.
  2. Adquirir o equipamento básico. Um leitor de mão com cabo USB, uma impressora térmica de etiquetas e rolos de papel adesivo. O celular com o aplicativo cumpre a função de leitor reserva.
  3. Cadastrar os produtos. Carregar cada item com código, nome, preço, custo, fornecedor e estoque inicial. Esta etapa é a que mais demora, mas é feita uma única vez.
  4. Etiquetar a mercadoria. Imprimir as etiquetas e colá-las nos produtos. Os que já trazem EAN-13 de fábrica são escaneados diretamente.
  5. Fazer a contagem inicial. Realizar um inventário físico de partida para que o sistema comece com as quantidades reais e não com suposições.
  6. Treinar a equipe. Praticar a leitura em entradas de fornecedor, vendas, transferências e devoluções, e definir como agir em casos especiais: produto sem etiqueta, código danificado ou cliente que devolve um item sem embalagem.
  7. Testar durante uma semana e ajustar. Revisar as diferenças que aparecerem, repor etiquetas que soltarem e corrigir produtos cadastrados errado. O processo se aperfeiçoa sozinho com o uso diário.

Benefícios do controle de estoque com código de barras

Os benefícios aparecem no dia a dia já no primeiro mês:
  • Velocidade. Atender clientes, despachar pedidos e receber mercadoria levam uma fração do tempo anterior; ninguém procura produtos numa lista nem digita códigos longos.
  • Zero erros de digitação. O erro humano ao escrever códigos e quantidades, a fonte mais comum de diferenças de estoque, é eliminado.
  • Contagens mais rápidas e confiáveis. Uma contagem cíclica que antes tomava um dia inteiro é feita em horas, e com menos erros, porque o sistema vai somando o que é escaneado e marcando o que falta.
  • Estoque sempre em dia. Sabe-se a qualquer momento quanto resta de cada produto, sem esperar o fechamento do dia nem o relatório mensal.
  • Menos perdas. Faltas, quebras e movimentos não registrados são detectados mais rápido, porque a diferença entre o que o sistema diz e o que está na prateleira aparece na hora.
  • Melhores compras e reposição. Repõe-se com base em dados reais de venda e não em suposições, o que reduz dinheiro parado em produtos que não giram.

Quanto custa implementar o código de barras

O custo é um dos mitos que mais travam os pequenos negócios, e a realidade é que o investimento é acessível. Um leitor de mão com cabo custa o preço de uma refeição para dois; um leitor sem fio fica em algumas dezenas de dólares; uma impressora térmica básica de etiquetas está ao alcance de qualquer negócio formal; e os rolos de etiquetas adesivas custam centavos por unidade. Se o celular for usado como leitor, o custo inicial cai ainda mais. O que realmente custa é o primeiro cadastro de produtos e a etiquetagem, que são horas de trabalho, não dinheiro. E esse investimento se paga rápido: basta evitar alguns erros de digitação, economizar algumas horas de contagem por mês ou não perder vendas por não saber o que há no depósito para o sistema se pagar sozinho. Para a maioria das lojas e depósitos pequenos, a pergunta não é se podem pagar por isso, mas quanto está custando continuar sem ele. Se você procura um programa de estoque com suporte a código de barras, pensado para a operação real de uma loja ou depósito pequeno, o Kardex Tauro permite cadastrar seus produtos com código, escanear entradas e saídas e consultar a ficha de cada item a qualquer momento, sem complicações.
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