Petróleo passa de US$ 107 e encarece a dívida no mundo

Petróleo passa de US$ 107 e encarece a dívida no mundo
O preço do petróleo voltou a subir com força nesta quinta-feira, 10 de setembro, e passou de US$ 107 o barril na referência europeia, o Brent. É o nível mais alto desde maio. O barril de referência dos Estados Unidos, o West Texas, voltou a superar os US$ 101.
Por que sobe
O motivo principal é a guerra no Oriente Médio. Os houthis, grupo aliado do Irã, assumiram o controle do porto iemenita de Mocha. Isso coloca em risco a passagem de navios pelo Mar Vermelho. Ao mesmo tempo, o tráfego pelo estreito de Ormuz, por onde sai boa parte do petróleo do mundo, segue limitado, e os ataques a navios petroleiros aumentaram nos últimos dias.
A oferta piora o quadro: a Arábia Saudita produziu 6,2 milhões de barris por dia em agosto, o menor volume mensal do ano e 23% menos do que em julho.
O que isso provoca
Quando o petróleo sobe, sobe o preço de quase tudo: a gasolina, o transporte de mercadorias e os alimentos que viajam. Por isso os investidores pedem juros maiores para emprestar dinheiro a governos e empresas.
Nos Estados Unidos, os juros do título de 30 anos chegaram a 5,35%, o maior nível desde 2007, e o título de 10 anos passou de 4,9%. Os operadores agora calculam em cerca de 70% a chance de o Federal Reserve, o banco central do país, subir os juros na próxima semana.
O que acontece na América Latina
O petróleo acumula alta perto de 40% desde o início da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. No Brasil, o dólar ficou em torno de R$ 5,10 e a bolsa caiu. O governo brasileiro já gastou cerca de R$ 37,5 bilhões em medidas para segurar a gasolina, segundo o jornal O Globo.
Para um comércio ou uma empresa pequena o recado é simples: mover mercadoria e transportar produtos fica mais caro, e o dinheiro emprestado também.
Fontes: Expansión e Gestión (Espanha e Peru), Financial Times e Bloomberg (Estados Unidos), Valor Econômico e O Globo (Brasil). 10 de setembro de 2026.