OCDE sobe para 2,9% a previsão de crescimento mundial em 2026 e alerta sobre a dívida pública

OCDE sobe para 2,9% a previsão de crescimento mundial em 2026 e alerta sobre a dívida pública
A OCDE, o clube dos países ricos, apresentou na quarta-feira, 23 de setembro de 2026, seu relatório interino de Perspectivas Econômicas.
Nesse relatório subiu sua previsão de crescimento da economia mundial em 2026: de 2,8% para 2,9%. É uma mudança pequena, como quando a conta de luz sobe alguns centavos.
Brasil, Espanha e Argentina
Para o Brasil, a previsão subiu de 1,6% para 2%. A OCDE explicou que economias emergentes do G20, como Índia, Indonésia e Brasil, crescem pela demanda interna, ou seja o consumo das famílias e das empresas de dentro do país, e por políticas públicas que amorteçaram o golpe dos preços da energia.
Para a Espanha, a previsão subiu de 2,2% para 2,6%, mais que o dobro da zona do euro. Mas a OCDE revisou com força para cima a inflação espanhola, para 3,7%. Inflação é quando os preços sobem e o dinheiro compra menos.
Para a Argentina, a previsão caiu para 2,6% em 2026, 0,2 ponto menos, e para 3,0% em 2027, 0,5 ponto menos. O país vinha de um crescimento de 4,5%.
| País ou região | Previsão para 2026 |
|---|---|
| Mundo | 2,9% |
| Brasil | 2% |
| Espanha | 2,6% |
| Argentina | 2,6% |
O alerta: a dívida
O alerta central é a alta do rendimento dos títulos públicos, que são empréstimos que se fazem ao Estado. Com um rendimento mais alto o Estado paga mais juros, e cada vez uma parte maior do gasto público vai para pagar essa dívida.
O economista-chefe da OCDE, Stefano Scarpetta, disse que uma das razões do encarecimento é a dúvida dos investidores sobre as contas públicas. O órgão pediu aos países que contenham o gasto.
Crises em cadeia e riscos
A OCDE diz que as economias aprenderam a navegar crises em cadeia: a Covid, a guerra na Ucrânia, a ofensiva comercial de Trump e o conflito no Oriente Médio. O investimento em inteligência artificial e as ajudas para baratear a energia compensam em parte o impacto da guerra no Oriente Médio.
Entre os riscos aponta mais pressão sobre os preços, menor crescimento da renda real das famílias e juros mais altos. Apenas metade das medidas fiscais para baixar o custo da energia está sendo aplicada corretamente, segundo o relatório.
Fontes: Expansión (Espanha), Ámbito (Argentina), O Globo (Brasil) e Folha de S.Paulo (Brasil). 23 de setembro de 2026.