Modelo de contrato de locação comercial em Word (download grátis)

Modelo de contrato de locação comercial em Word (download grátis)

Um contrato de locação comercial é o documento em que o proprietário de um espaço e quem vai instalar ali o seu negócio deixam por escrito as condições de uso: o que está sendo locado, para qual atividade, quanto se paga, até quando e quem responde por cada despesa. Ele é assinado antes da entrega das chaves e volta a ser útil toda vez que surge uma dúvida ao longo dos anos da locação.

Não convém confundi-lo com o contrato de locação residencial, ainda que os dois se chamem locação e compartilhem boa parte da estrutura. No ponto comercial o imóvel é entregue para uma atividade econômica concreta, existe vitrine e público entrando e saindo, são necessárias licenças de funcionamento e o horário de atendimento faz parte do negócio. Essa diferença muda as cláusulas de destinação, obras, fachada e horários, e é justamente onde aparecem os problemas quando alguém assina um modelo copiado de uma casa ou de um apartamento.

Este modelo de contrato de locação comercial em Word reúne as quinze seções que costumam ser discutidas na prática, além de uma tabela de pagamento do aluguel e uma tabela de controle para arquivar o documento. Você pode baixá-lo, editá-lo e usá-lo como ponto de partida: o texto final deve refletir o que vocês combinaram, e não o que diz o modelo.

⬇ Baixar contrato de locação comercial (.docx)

O que é este documento e para que serve

É um roteiro organizado das decisões que precisam ser tomadas antes de abrir um negócio em um imóvel de terceiros. Sua função principal é impedir que as condições fiquem apenas na conversa: quando o aluguel sobe, quando o locador quer vender o imóvel, quando o locatário precisa mudar de atividade ou quando chega a hora de devolver o ponto, o que está escrito pesa mais do que o que foi lembrado.

Ele também funciona como divisão de responsabilidades. Um ponto comercial consome serviços, gera resíduos, precisa de comunicação visual, atende público e quase sempre exige pequenas obras. Se o contrato não diz quem paga a taxa de condomínio, quem conserta o aparelho de ar ou quem responde pela vitrine quebrada, cada uma dessas situações vira uma discussão com o locador ou com o vizinho ao lado.

Serve ainda como comprovação para processos e para a organização interna. Muitas instituições pedem que a empresa demonstre ter um endereço para operar, e um contrato assinado e completo é a prova habitual dessa relação. Dentro da empresa, o mesmo documento informa às áreas financeira e administrativa quanto reservar por mês para aluguel, serviços e manutenção da unidade.

Para que serve, na prática

  • Fixar a atividade autorizada e evitar que depois se discuta se o negócio pode ou não funcionar ali.
  • Deixar claros o valor do aluguel, a data de pagamento, a forma de pagamento e o tratamento do atraso.
  • Definir o depósito ou garantia: quanto se entrega, para que pode ser usado e quando é devolvido.
  • Dividir entre as partes os serviços, a taxa de condomínio, a limpeza e a manutenção.
  • Regular as obras de adaptação, as benfeitorias e o estado em que o ponto é devolvido.
  • Estabelecer o prazo, a renovação e o aviso prévio para encerrar o contrato sem surpresas.
  • Prever o que acontece se alguma das partes quiser transferir, sublocar ou mudar a atividade.

O que o modelo inclui

O arquivo traz as seções numeradas e prontas para preencher, com espaços em branco e notas de orientação. Esta tabela resume o que se escreve em cada uma.

SeçãoO que se escreve ali
1. Dados gerais do contratoCidade e data de assinatura, número do contrato e o código de controle atribuído ao documento.
2. PartesNome ou razão social, identificação e contatos do locador e do locatário, e de quem assina por cada um.
3. Ponto comercial objeto da locaçãoEndereço, área, referência para localizá-lo, serviços disponíveis, anexos e estado em que é entregue.
4. Destinação e atividade autorizadaO uso permitido (comércio, serviços, escritório ou oficina) com a atividade concreta escrita com precisão.
5. Aluguel e forma de pagamentoValor combinado, data de pagamento, meio, periodicidade e tratamento do atraso; inclui sua própria tabela de pagamentos.
6. Depósito ou garantiaQuanto se entrega, para que pode ser usado e em quais casos e prazos é devolvido.
7. Prazo, renovação e aviso prévioDuração inicial, condições de renovação e quantidade de dias de aviso para encerrar.
8. Obrigações do locadorCinco compromissos: entregar o ponto no estado combinado, manter a estrutura em condições de uso, respeitar a atividade autorizada, responder pela titularidade e não atrapalhar o funcionamento do negócio.
9. Obrigações do locatárioSete compromissos, entre eles manter válidas as licenças de funcionamento, cuidar da fachada, cumprir os horários de atendimento e pagar nas datas acordadas.
10. Serviços, condomínio e outras despesasQuem paga cada serviço, a taxa de condomínio, a limpeza, os seguros e os consumos especiais.
11. Obras, benfeitorias e devolução do pontoQuais obras o locatário pode fazer, o que acontece com elas ao sair e em que estado o ponto é devolvido.
12. Transferência, sublocação e mudança de atividadeSe são permitidas, sob quais condições e qual autorização é necessária em cada caso.
13. RescisãoCausas, avisos e efeitos de encerrar o contrato antes do prazo.
14. Solução de divergênciasComo as discordâncias são conversadas e a que instância se recorre se não houver acordo.
15. Declarações finais e assinaturasConstatação de que o documento foi lido e aceito, e espaço para as assinaturas das partes.

Em que difere da locação residencial

Se você adaptar um contrato residencial, cinco cláusulas ficam curtas, e são exatamente as que são cobradas mês após mês no ponto comercial. Vale revisá-las uma por uma antes de assinar.

  • Atividade autorizada: a casa admite uso familiar; o ponto comercial precisa que a atividade fique escrita, porque dela dependem as licenças e a clientela.
  • Licenças de funcionamento: o locatário providencia e mantém a validade, e convém registrar o que acontece se o ponto não atender às condições que essas licenças exigem.
  • Horários: em uma loja o horário faz parte do negócio e deve ficar claro se pode abrir mais cedo, fechar mais tarde ou atender nos fins de semana.
  • Fachada: a vitrine e a comunicação visual são imagem comercial, por isso é preciso definir quem autoriza mudanças e o que pode ser instalado.
  • Obras de adaptação: em uma casa são melhorias de conforto; no ponto comercial são investimentos para operar, e é preciso combinar o que fica e o que é retirado na saída.

O que revisar nas cláusulas de pagamento e depósito

O aluguel e o depósito concentram a maior parte das reclamações. Antes de assinar, confirme que o valor escrito é o que foi combinado, que a data de pagamento é uma data em que o negócio já tem receita e que a forma de pagamento está definida. Se o aluguel mudar ao longo do tempo, escreva como a mudança é calculada e com quanto aviso; um reajuste combinado de boca deixa de ser acordo quando a fatura chega.

No depósito ou garantia, o que importa é a finalidade. Um valor entregue como segurança deve descrever a que pode ser aplicado e em quais casos é devolvido integralmente. Se ele ficar como um número sem regras, vira depois uma discussão sobre danos que ninguém consegue provar. Por isso a seção pede que o estado do ponto na entrega seja descrito e que o inventário ou o registro fotográfico levantado pelas partes seja anexado.

Como usar o modelo passo a passo

  1. Baixe o arquivo e salve com um nome que identifique o ponto e o ano, por exemplo o contrato da loja principal.
  2. Preencha os dados gerais e atribua o código do documento na tabela de controle, usando a numeração que a empresa adota.
  3. Complete os dados das partes com identificações completas e verifique se quem assina tem a representação que afirma ter.
  4. Descreva o ponto com endereço, área, referência, serviços, anexos e estado de entrega, e anexe o inventário ou as fotos.
  5. Escreva a atividade autorizada com precisão e ajuste as obrigações do locatário ao que essa atividade realmente exige: licenças, horários e fachada.
  6. Defina aluguel, forma de pagamento, depósito, prazo, renovação e aviso prévio, e apague as cláusulas que não se aplicam ao seu caso.
  7. Substitua a empresa no rodapé pela sua: no arquivo aparece um nome genérico e um espaço para o código do documento, e os dois devem trazer os dados reais de quem emite o contrato.
  8. Leia o documento inteiro em voz alta com a outra parte, anexe o que faltar e assine duas vias idênticas, uma para cada lado.

Erros frequentes antes de assinar

  • Deixar a atividade autorizada em termos gerais: se diz comércio sem dizer de quê, qualquer negócio parece permitido e nenhum fica claro.
  • Não verificar quem paga a taxa de condomínio e os serviços comuns, que costumam ser a despesa que mais cresce.
  • Assinar sem descrever o estado do ponto e sem fotos, o que torna impossível discutir depois o que foi danificado e o que já estava assim.
  • Prometer obras de boca que não foram escritas, sobretudo quando o locatário investe em vitrine, instalações ou piso.
  • Omitir o aviso prévio para encerrar ou não renovar o contrato, e descobrir isso quando já não há tempo de procurar outro ponto.
  • Guardar apenas uma via, em um único computador e sem backup, justamente o documento que se precisa quando surge uma divergência.

Quando vale a pena passar para um sistema

O modelo resolve o papel, não a operação. Quando você já tem vários pontos, ou quando a locação faz parte de um negócio em que estoque, compras e vendas se movimentam todos os dias, o problema deixa de ser o contrato e passa a ser o controle: quanto cada unidade custa de verdade, quais pagamentos vencem, o que foi comprado, o que foi consumido e o que sobrou no depósito. É aí que o Kardex Tauro ajuda, porque organiza o estoque e as movimentações por unidade e deixa os números à mão para conversar com o locador com dados, e não com impressões. Ele não substitui o advogado nem o contador, mas evita que as decisões sobre o ponto sejam tomadas às cegas.

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Este modelo é um roteiro geral de uso interno: revise-o com o seu assessor antes de assinar.

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