Software de Kardex e Estoque

Kardex Tauro

O software de gestão de estoque Kardex Tauro® foi projetado para gerenciar seu armazém ou depósito de forma eficiente e pode ser aprendido em um curto período de tempo.

O Kardex Tauro é gratuito para uso não comercial.
Não requer conexão com a internet e funciona no Windows.

Inventário de ativos fixos: como mantê-lo e atualizá-lo

Inventário de ativos fixos: como mantê-lo e atualizá-lo

Um ativo fixo se perde por três caminhos: quebra, sai sem registro ou é comprado duas vezes. Quando o inventário está desatualizado, os três aparecem iguais no papel: uma diferença entre o que a contabilidade diz e o que existe no depósito. E diferença sem explicação vira suspeita, auditoria que ninguém queria ou compra repetida que ninguém autorizou.

O que segue é o ciclo completo: qual dado cada cadastro carrega, como o ativo é codificado, quem responde por ele, como se registram entradas, transferências e baixas, como a contagem é feita e como o registro se concilia com o razão. No fim, um caso com 120 ativos que fecha em zero.

Três formas pelas quais um ativo se perde

O equipamento quebrou e continua no registro com o valor cheio e a depreciação correndo, como se estivesse em uso. A cadeira foi para a unidade nova e ninguém anotou. O fornecedor vendeu o mesmo leitor de código de barras duas vezes porque ninguém conseguiu confirmar se já havia um. Três histórias diferentes que no fechamento parecem idênticas.

O inventário não impede que o ativo quebre nem que alguém o leve. O que ele faz é separar os casos: se o ativo está no cadastro com plaqueta, localização e responsável, a falta se explica; se não está, toda explicação é hipótese. Essa diferença é o que permite falar de manutenção, de transferência mal documentada ou de falta que precisa ser investigada, em vez de discutir no abstrato. O controle custa algumas horas por mês; a dúvida custa muito mais.

O que o cadastro de cada ativo deve conter

O cadastro é uma linha de um registro, não uma pasta. Precisa do mínimo para identificar o bem, localizá-lo, avaliá-lo e responsabilizar alguém por ele. Se um campo não serve a nenhuma dessas quatro coisas, é peso morto.

Na prática, os cadastros são montados com o que a nota fiscal traz e depois abandonados justamente nos campos que dão trabalho: localização, responsável e estado. São esses três que sustentam o controle.

CampoO que deve conterSinal de que está errado
Código ou plaquetaÚnico, visível no bem e no registroDois ativos com o mesmo número
DescriçãoTipo, marca e modelo em linguagem comumDiz apenas "equipamento" ou "diversos"
Série ou identificaçãoSérie do fabricante ou placa do veículoVazio, ou repetido em dois cadastros
Documento de compraNota fiscal, fornecedor e dataNão se acha o comprovante
Valor de aquisiçãoPreço mais frete, instalação e adequaçãoÉ só o valor da nota fiscal
Vida útil e valor residualDefinidos na política e aprovadosCada cadastro tem uma vida diferente sem motivo
Depreciação acumuladaA que a contabilidade informa no corteNão bate com o razão
LocalizaçãoUnidade, andar ou área, como caminho completoDiz apenas "escritório"
ResponsávelNome e sobrenome de uma pessoaDiz "administração" ou "TI"
Estado e última contagemBom, regular, fora de uso; data da verificaçãoNunca é atualizado

Dois campos quase nunca aparecem e deveriam: o estado do ativo e a data da última contagem. Sem o primeiro, uma máquina quebrada segue sendo depreciada como se produzisse. Sem o segundo, ninguém sabe se o cadastro já foi verificado alguma vez.

Codificação e plaqueta: como numerar sem repetir

Um código só serve se for único, curto e legível em uma etiqueta de dois centímetros. A estrutura mais simples que funciona: unidade, tipo de ativo e número sequencial. BOG-COM-0142 lê-se como unidade Bogotá, equipamento de informática, ativo 142, sem precisar de mais significado.

  • Um sequencial por tipo de ativo, não por ordem de chegada. Assim o código diz algo antes de abrir o cadastro.
  • Nunca reaproveitar o código de um ativo baixado. O número queimado impede que uma nota antiga aponte para um equipamento novo.
  • A plaqueta física e o código do registro são o mesmo texto. Se se separam, alguém terá de traduzir e alguém vai errar.
  • A etiqueta vai no bem, não no cabo nem na caixa: na base do notebook, embaixo do assento, na lateral do forno.
  • Bens de baixo valor não recebem plaqueta individual: são controlados por quantidade atribuída a uma área.

O erro clássico é a numeração sequencial por ordem de chegada, sem tipo: 0001, 0002, 0003. Funciona até haver quatrocentos ativos e ninguém saber o que é o 0317 sem abrir o cadastro. O outro erro é a plaqueta que cai: papel, fita adesiva, caneta. Ativo sem plaqueta vira "não localizado" na contagem seguinte.

Localização e responsável: o dado que quase ninguém mantém

Localização não é "escritório". É um caminho: unidade, prédio ou andar, área. Se o registro diz "unidade norte" e lá há quatro andares, a contagem começa com uma ligação. Com o caminho completo, a contagem começa na porta.

O responsável é quem tem o ativo sob sua guarda, não o dono jurídico: quem usa, no caso de um notebook, ou o chefe da área, no caso de uma impressora compartilhada. Todo ativo tem nome e sobrenome, e nenhuma área tem ativos "da área".

Quando alguém sai da empresa, o termo de quitação de ativos é assinado contra o registro, não contra a memória; quando muda de função, é lavrado um termo de entrega. As transferências internas são o movimento mais esquecido porque não têm nota fiscal: ninguém compra, ninguém vende, não há lançamento, mas o ativo mudou de lugar e o registro não.

Entradas: o que registrar na compra e quando começa a depreciação

A entrada começa com a ordem de compra e termina quando o ativo está em condições de uso. Os dados capturados nesse momento são os que depois não se reconstroem: nota fiscal, fornecedor, data, série e condições de garantia.

O valor de aquisição não é só o preço faturado. Soma frete, instalação, adequação e os testes para colocar o bem em funcionamento. Um ar-condicionado de 12.000.000 que exigiu 1.500.000 de instalação é registrado por 13.500.000.

A depreciação começa quando o ativo está disponível para uso, não quando chega a nota nem quando é pago. Um equipamento comprado em dezembro e instalado em fevereiro começa em fevereiro, e uma obra em andamento não é depreciada até o bem entrar em serviço. Um bem recebido em doação é registrado pelo valor justo na data do recebimento, com termo assinado. Um bem em arrendamento financeiro é registrado mesmo que a propriedade legal seja de terceiro, porque o que define o ativo é o controle, não o título. E o que não supera o limite da política é controlado como estoque de baixo valor, sem depreciação, mas com responsável e localização.

A regra operacional: registrar a entrada na mesma semana da compra, com a nota em mãos. Esperar o fechamento do ano é o caminho mais seguro para perder a série, a garantia e o rastro.

Transferências entre unidades e entre responsáveis

Todo movimento deixa rastro documental e, em alguns casos, lançamento. A tabela resume os movimentos que uma empresa normal vê: os três primeiros não passam pela contabilidade, os demais passam.

MovimentoO que muda no registroEfeito contábilComprovante
Entrada por compraNasce o cadastro com plaqueta e responsávelEntram o ativo e o IVA capitalizávelNota fiscal e termo de recebimento
Transferência entre áreas ou unidadesMuda a localizaçãoNenhumTermo de transferência assinado
Troca de responsávelMuda o nome responsávelNenhumTermo de entrega
Saída temporária ou conserto externoO ativo é marcado como fora da unidadeNenhum, além do consertoOrdem de serviço ou guia de saída
Baixa por vendaO cadastro é retiradoSaem valor bruto e depreciação; resultado da vendaNota de venda e termo
Baixa por perda ou furtoO cadastro é retiradoSaem valor bruto e depreciação; perdaBoletim de ocorrência e termo interno
Baixa por obsolescência ou destruiçãoO cadastro é retiradoSaem valor bruto e depreciação; perdaTermo de destruição com testemunhas
DoaçãoO cadastro é retiradoSaem valor bruto e depreciaçãoTermo de entrega ao beneficiário

Para uma transferência, o comprovante mínimo é um termo com data, código do ativo, origem, destino e duas assinaturas. Uma planilha assinada serve; a mensagem "estou levando o monitor" não serve.

Baixas: venda, perda, obsolescência e doação

A baixa tem duas metades que precisam acontecer juntas: a retirada do registro e o lançamento contábil. Quando se separam, nasce o ativo fantasma, que fica no registro sem existência física e infla o total até alguém encontrá-lo em uma contagem.

Na venda, o resultado é o preço recebido menos o valor líquido contábil: valor bruto menos depreciação acumulada. Se o preço for maior, há ganho; se menor, perda. A nota fiscal e o termo de entrega são o comprovante, e vale confirmar com o contador o tratamento do IVA.

Perda ou furto exigem boletim de ocorrência quando há roubo, termo interno e aprovação de quem autoriza baixas: sem isso, a despesa é difícil de sustentar em uma revisão. A obsolescência é documentada com termo de destruição, foto e testemunhas; guardar o equipamento "por garantia" é a forma mais comum de manter um bem improdutivo nos livros. A doação é comprovada com termo de entrega ao beneficiário.

Uma regra para todas: mesmo dia, mesmo documento, mesmo responsável. Se a baixa é aprovada em março e registrada em dezembro, o inventário de março mente e o fechamento de dezembro também.

Contagem física: como fazer e de quanto em quanto tempo

Contagem não é passear pelo depósito. É comparar uma lista com a realidade e documentar cada diferença. Faz-se com a lista por localização, não com o registro contábil na mão: contando com a lista do sistema, só se encontra o que já se sabia.

  1. Congelar movimentos: nesse dia não há entradas, baixas nem transferências, ou elas são anotadas à parte com horário.
  2. Imprimir ou carregar listas por localização, sem valores, e contar às cegas.
  3. Contar em duplas: uma pessoa lê a plaqueta e a outra anota. Quem conta não é o responsável pela área.
  4. Marcar o que foi contado com etiqueta temporária ou com a data no cadastro.
  5. Registrar o que apareceu e não está na lista, e o que está na lista e não apareceu.
  6. Fechar com termo: contados, não localizados, sobras, diferenças de localização e assinaturas.

Frequência razoável: contagem total uma vez por ano e contagem rotativa mensal por área, com amostra que cubra todo o inventário no ano. E contagem obrigatória depois de uma mudança, na troca do chefe de almoxarifado e quando a conciliação mostra diferença sem explicação.

Conciliação com a contabilidade: valor bruto e depreciação

O registro e a contabilidade são duas bases diferentes que precisam dizer a mesma coisa. Três totais são comparados todo mês: valor bruto, depreciação acumulada e valor líquido. O quarto dado, o número de ativos, é comparado nos meses de contagem.

As diferenças têm causas típicas: um ativo que está no registro e não no razão porque foi baixado contabilmente e ninguém o retirou; um ativo que está no razão e nunca recebeu plaqueta; uma melhoria capitalizada de um só lado; e vidas úteis diferentes entre o registro e o sistema contábil.

Concilia-se por código, nunca por descrição. "Notebook" existem vinte; BOG-COM-0142 existe um. O mês fecha com termo assinado por quem cuida do registro e pela contabilidade, com a lista de partidas conciliatórias e a data de solução de cada uma.

A contagem de 120 ativos: de 482 a 474 milhões

Uma empresa tem 120 ativos no registro, com valor bruto de 482.000.000 de pesos colombianos, e a contabilidade mostra 480.000.000. A diferença de 2.000.000 não é falta: é um ativo baixado contabilmente meses antes que continuou no registro, já totalmente depreciado. A contagem física encontra quatro situações.

AchadoQuantidadeValor brutoDepreciaçãoAçãoEfeito no registro
Ativos sem plaqueta, identificados por nota e fornecedor3Sem mudançaSem mudançaRecebem plaquetaNenhum
Ativos não localizados26.000.0002.400.000Baixa no registro e na contabilidadeMenos 6.000.000; perda de 3.600.000
Ativo fantasma, já baixado contabilmente12.000.0002.000.000É eliminado do registroMenos 2.000.000
Ativos com localização errada4Sem mudançaSem mudançaO campo é atualizadoNenhum

O registro fica assim: 482.000.000 menos 6.000.000 menos 2.000.000 é igual a 474.000.000. A contabilidade: 480.000.000 menos 6.000.000 é igual a 474.000.000. Diferença final: zero.

O lançamento da baixa retira 6.000.000 de valor bruto e 2.400.000 de depreciação acumulada, e reconhece perda de 3.600.000: essa é a perda do período por faltas. O fantasma não gera perda porque seu valor líquido é zero; saem apenas 2.000.000 de valor bruto e 2.000.000 de depreciação, e o registro fica com 117 ativos.

Sem a contagem, essa diferença de 2.000.000 teria sido tratada como falta, e alguém teria "recuperado" o valor com um ajuste que escondesse o problema. A contagem não criou a diferença: tornou-a visível e a explicou.

Quem assina cada movimento

Um inventário que qualquer um pode editar não é controle. Três regras de segregação: quem autoriza uma baixa não a executa nem a registra; quem tem o ativo sob sua guarda não pode mudar a própria localização; e toda alteração fica com usuário, data e hora.

Em empresas pequenas, onde a mesma pessoa faz tudo, a segregação é substituída por evidência: termo assinado, foto do ativo com a plaqueta e revisão mensal por outra pessoa, seja o contador, o sócio ou o auditor independente.

Erros frequentes

Estes cinco aparecem em quase toda revisão. Nenhum é problema de sistema: todos são de processo.

ErroSintomaConsequênciaCorreção
Comprar o ativo e registrar só no fechamentoO bem existe, o cadastro nãoPerdem-se série, garantia e rastro; depreciação atrasadaEntrada na semana da compra, com a nota
Ativos sem localização nem responsável"Não localizado" em toda contagemFaltas que não se conseguem investigarCaminho completo e um nome por ativo
Baixar contabilmente sem retirar do registroDiferença que cresce mês a mêsAtivo fantasma inflando o totalRetirada simultânea, com termo
Contar só o que está à vistaSobras sem plaqueta e diferenças sem explicaçãoInventário que nunca fechaContagem às cegas por localização e registro de sobras
Não conciliar o registro com o razãoDuas verdades paralelasFechamento com ajustes de última horaConciliação mensal por código
Plaquetas que caem ou códigos reaproveitadosAtivos sem identificaçãoTransferências e baixas atribuídas ao bem erradoEtiqueta durável e sequencial que não se repete

O padrão é sempre o mesmo: o registro é atualizado quando há tempo, e nunca há tempo. A correção não é um sistema novo, é uma rotina curta e fixa.

Um fechamento honesto antes de decidir

Isto não substitui o contador nem define a vida útil fiscal dos seus ativos: isso depende da norma vigente e do julgamento profissional. O registro é ferramenta de controle; a contabilidade e a declaração são outra coisa, e as duas precisam conversar sem se confundir.

Também não se aplica igual em toda empresa. Uma empresa com dez computadores e dois escritórios pode manter o controle em uma planilha bem cuidada; uma com três unidades, veículos e máquinas precisa de permissões, histórico de alterações e códigos. O tamanho muda a ferramenta, não a disciplina.

O que vale em qualquer caso: uma pessoa responsável, contagem mensal por amostra, um termo para cada movimento e conciliação no fechamento. Com isso, a diferença entre o que existe e o que dizem os livros se explica em uma tarde, e o inventário de ativos se torna o controle anticorrupção mais barato da empresa. No Kardex Tauro, os ativos fixos são tratados com a mesma lógica de códigos e movimentos do restante do estoque, caso essa integração sirva à sua operação.

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