Modelo de referências pessoais em Word (download grátis)

Modelo de referências pessoais em Word (download grátis)
Quando uma empresa me pede referências, a última coisa que quero é improvisar na hora. Anotar nomes e telefones no verso de uma folha, passar tudo por mensagem ou responder que envio depois deixa uma impressão fraca e atrasa um processo no qual já estou arriscando a vaga. Foi por isso que montei esta folha: um modelo de referências pessoais e profissionais em Word que se preenche uma única vez, se revisa com calma e se entrega como anexo do currículo ou da ficha de candidatura.
Ela existe para que quem me avalia tenha à mão as pessoas que podem falar de mim, com o dado completo e com a autorização já dada. Não substitui o currículo nem a carta de apresentação: acompanha os dois. Aproveitam mais quem procura o primeiro emprego, quem volta ao mercado depois de vários anos e quem se candidata a cargos em que se pede confiabilidade, como lidar com dinheiro, depósito, estoque ou atendimento ao público. Muitos processos pedem a folha como documento separado mesmo depois de receber o currículo.
O arquivo é uma página em Word, sem fórmulas nem macros: meu nome centralizado no alto, duas tabelas e um aviso no final. Ele pode ser editado no Word, no LibreOffice ou no Google Docs, e é impresso em folha tamanho carta sem ajustes.
⬇ Baixar referências pessoais (.docx)O que é exatamente uma folha de referências
É um documento curto, quase sempre de uma página, em que apresento dois grupos de pessoas: as que me conhecem pelo trabalho e as que me conhecem fora do trabalho. Cada entrada leva o nome completo, a relação que existe entre nós, a empresa ou o vínculo pelo qual nos conhecemos, há quanto tempo nos conhecemos, um telefone, um e-mail e uma marcação que diz se a pessoa autoriza o contato.
Não é uma carta de recomendação. A carta é escrita por quem me recomenda e fala de mim; a folha de referências é escrita por mim e apenas entrega os dados para que outra pessoa faça as ligações. Se o processo pede cartas assinadas, esta folha não as substitui. Se o processo pede a folha, também não é preciso pedir a um gestor que escreva uma carta com pressa. Na prática, ela responde a uma pergunta muito concreta de quem avalia: para quem eu ligo e em qual número.
Ela também funciona como um inventário pessoal. Ao preencher a tabela, percebo se tenho duas referências profissionais e nenhuma pessoal, se faz anos que não falo com a pessoa que pensava indicar ou se o número que guardei já não existe. Descobrir isso sentado à mesa é bem melhor do que descobrir depois de entregar o documento e ficar esperando a ligação.
Para que serve tê-la pronta
- Anexá-la ao currículo ou à ficha de candidatura quando é pedida como documento separado.
- Responder rápido ao recrutador que a solicita por e-mail no meio de um processo.
- Deixar claro o tipo de relação de cada pessoa, para que ninguém ligue para um parente achando que é um gestor.
- Confirmar por escrito que cada pessoa autoriza o contato.
- Reunir em um só lugar dados que hoje estão espalhados entre o celular, o e-mail e papéis antigos.
- Preparar minhas referências: se aviso antes, quando ligarem elas já sabem quem liga e para quê.
O que o modelo inclui
Estes são os blocos reais do arquivo, na ordem em que aparecem quando ele é aberto:
| Seção | O que se escreve ali |
|---|---|
| Cabeçalho | Meu nome e sobrenome centralizados e, abaixo, uma linha de contato com documento de identidade, telefone e e-mail. |
| Dados do candidato | A vaga pretendida, a cidade, a data em que entrego a folha e, de novo, meu telefone e meu e-mail. |
| Referências profissionais | Um aviso guia e uma tabela de três linhas para gestores, supervisores ou colegas de empregos anteriores. |
| Referências pessoais | O mesmo aviso e a mesma tabela, também com três linhas, para pessoas que não sejam parentes próximos. |
| Aviso final | A lembrança de avisar minhas referências antes de entregar a folha, porque uma referência surpreendida perde força. |
As duas tabelas de referências têm as mesmas colunas. Vale a pena olhá-las juntas, porque são elas que decidem se alguém consegue fazer a ligação ou não:
| Coluna | O que deve conter |
|---|---|
| Nome completo | Nomes e sobrenomes bem escritos, sem apelidos nem abreviações. |
| Relação | Como nos conhecemos: gestor direto, supervisor, colega, professor, vizinho ou líder de grupo. |
| Empresa ou vínculo | A empresa em que trabalhamos juntos ou o espaço que nos conecta, como um trabalho voluntário ou um curso. |
| Há quanto tempo conhece | Desde quando nos conhecemos, em anos ou em meses. É o dado que dá peso à referência. |
| Telefone | Um número que a pessoa atenda, com o código da cidade se for fixo. |
| Um endereço que seja realmente consultado, e não uma conta abandonada. | |
| Autoriza contato | Sim ou não. Se ficar em branco, quem liga não sabe se pode escrever ou não. |
Como preencher, passo a passo
- Baixe o arquivo e salve com um nome que reconheça depois, por exemplo referências e o mês em que atualizei.
- Apague os colchetes da parte de cima e escreva meu nome e sobrenome, meu documento de identidade, meu telefone e meu e-mail.
- Preencha os dados do candidato com a vaga exata a que me candidato, a mesma que aparece no anúncio, além da cidade e da data em que entrego a folha.
- Faça primeiro um rascunho com a lista de pessoas: duas ou três do trabalho e duas ou três de fora do trabalho, ainda sem pensar no formato, apenas anotando nomes.
- Antes de registrar um único dado, ligue ou escreva para cada pessoa, conte para qual cargo estou me candidatando e peça autorização para incluir os dados. Marquem juntos a caixa de autorização.
- Confira cada telefone e cada e-mail na agenda do celular ou em uma mensagem recente daquela pessoa. Um dígito trocado transforma a referência em um número que ninguém atende.
- Escreva a relação e o tempo de convivência de forma concreta. Gestor direto na área de depósito, quatro anos diz muito mais do que a palavra trabalho.
- Leia a folha inteira em voz alta, corrija acentos e maiúsculas e só então exporte para PDF ou imprima para anexar.
Erros frequentes que tiram o valor dela
- Colocar um parente próximo como referência pessoal. O aviso do próprio arquivo diz isso: é melhor um professor, um vizinho ou um líder de grupo, porque um parente é descartado de imediato.
- Incluir referências sem avisá-las. Se ligarem e a pessoa não souber do que se trata, a conversa começa mal e meu nome fica no meio.
- Escrever telefones ou e-mails sem conferir. Um número errado é lido como descuido, não como azar.
- Deixar a caixa de autorização em branco. Quem liga fica na dúvida e, em muitos casos, prefere não ligar.
- Repetir o mesmo telefone ou o mesmo e-mail em duas referências diferentes. O enchimento aparece e deixa qualquer um desconfiado.
- Datas e cargos que não batem com o currículo. Qualquer avaliador compara os dois documentos antes de discar um número.
Como quem contrata lê essa folha
Quando esta folha chega às mãos de um recrutador, ela não é lida como formalidade: ela é usada. O normal é ligarem para uma ou duas pessoas da lista e fazerem três perguntas básicas: quanto tempo trabalhei ali, como era meu desempenho e por que saí. As respostas são comparadas com o que eu disse na entrevista e com o que aparece no currículo.
Por isso o tempo de convivência pesa tanto. Uma referência que me conhece há alguns meses vale menos do que uma que trabalhou comigo um par de anos, e quem autorizou o contato por escrito responde com mais tranquilidade. A variedade também conta: se todas as minhas referências vêm da mesma equipe e do mesmo período, a folha conta só uma parte da minha história.
Vale lembrar que quem liga não procura uma opinião perfeita, mas sinais de coerência. Se a referência confirma o cargo, as datas e o motivo da saída, a folha cumpriu a função mesmo sem uma chuva de elogios.
Quando vale a pena passar para um sistema
Para uma pessoa que procura emprego, este modelo é suficiente e não precisa de mais nada: preenche-se uma vez por ano e guarda-se no computador ou em uma pasta na nuvem. O problema aparece do outro lado, na empresa que recebe dezenas de folhas de referências, arquiva tudo em pastas por processo e depois não encontra a do candidato contratado há meio ano. É aí que os arquivos soltos começam a jogar contra.
Quando o volume cresce, ajuda separar duas coisas: o documento que a pessoa assina e o registro que a empresa consulta. O Kardex Tauro é um software de estoque e controle de depósito, não uma ferramenta para currículos; ele ajuda, em contrapartida, quando a desordem já não está na folha do candidato, mas nos registros da operação, como as entregas de uniforme, o estoque sob responsabilidade de um funcionário ou os itens devolvidos no fim do vínculo. A regra honesta é simples: enquanto a informação cabe em uma folha de Word, a folha basta; quando for preciso cruzá-la com movimentações, assinaturas e datas de reposição, já é hora de um sistema.
Este modelo é um guia geral de uso pessoal. Cada empregador tem seu próprio formato e sua própria lista de documentos: quando uma entidade ou uma empresa pedir outro, verifique qual é o documento exigido e adapte esta folha, ou pergunte à entidade qual documento ela exige antes de entregar.
⬇ Baixar referências pessoais (.docx)