Modelo de procuração simples em Word (download grátis)

Modelo de procuração simples em Word (download grátis)
Existem tarefas que não podem esperar uma folga: o balcão abre exatamente na hora em que você está trabalhando, a viagem cai na mesma data do prazo, ou o documento precisa ser retirado pessoalmente em uma cidade onde você não mora mais. O que resolve essa situação não é um poder solene, mas uma folha escrita com clareza em que uma pessoa dá a outra a autorização para resolver uma tarefa pontual em seu nome. Essa folha é a procuração simples, e este modelo a deixa pronta para preencher no Word.
As pessoas usam esse documento todos os dias: um funcionário autoriza o irmão a retirar um certificado no setor de pessoal, uma mãe autoriza o filho mais velho a protocolar um pedido na prefeitura, um comerciante autoriza um empregado de confiança a retirar um pedido no depósito do fornecedor, ou quem viaja pede que outra pessoa assine o comprovante de recebimento de uma encomenda. Em quase todos os casos a situação é a mesma: uma tarefa comum, concreta e curta, que outra pessoa pode resolver por você desde que leve uma autorização escrita e assinada.
Nas páginas a seguir estão os blocos reais do modelo, os dados que vale a pena ter à mão antes de escrever a primeira linha, o passo a passo para preenchê-lo sem deixar pontas soltas e os erros que fazem a carta perder valor justamente quando ela é mais necessária. É um guia geral de uso pessoal: não substitui a consulta a um assessor, e cada instituição pode ter exigências próprias.
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O que é uma procuração simples
A procuração simples é um documento particular, escrito em formato de carta, pelo qual uma pessoa — o outorgante — autoriza outra — o procurador — a resolver em seu nome uma tarefa determinada. Chama-se simples porque não passa por cartório: a assinatura de quem concede a autorização e a aceitação de quem a recebe são, em princípio, tudo o que essa tarefa exige.
O modelo redige essa concessão como um poder especial: você escreve o nome e o documento do outorgante, o nome e o documento do procurador e, principalmente, a tarefa autorizada. A palavra especial é a chave de todo o documento. Não é um poder geral para tratar de todos os assuntos de uma pessoa, mas uma autorização limitada a um assunto e a um prazo. Esse limite é uma vantagem para os dois lados: deixa claro até onde vai a autoridade do procurador e evita que alguém aja além do que foi pedido.
Também vale dizer sem rodeios: a procuração simples serve para tarefas comuns diante de empresas e órgãos públicos. Se a tarefa exigir procuração por escritura pública, esta carta não a substitui. Antes de assinar, e antes que o procurador se apresente no balcão, confirme com a instituição qual documento ela exige; esse único passo evita perder um dia inteiro em uma fila.
Para que serve: casos concretos
- Retirar documentos, certidões, declarações ou correspondência em nome de outra pessoa.
- Protocolar pedidos, solicitações ou respostas diante de um órgão público ou de uma empresa privada.
- Assinar comprovantes de recebimento próprios da tarefa autorizada.
- Reclamar pedidos, encomendas ou produtos em um ponto de entrega, um depósito ou uma loja.
- Receber notificações e acompanhar o resultado da tarefa para informar o outorgante.
- Representar um parente ou um colega de trabalho em uma tarefa administrativa simples.
Dados que você deve ter à mão antes de preencher
A carta fica pronta em dez minutos quando os dados estão sobre a mesa. Quando não estão, um documento é transcrito com erro ou um colchete fica sem substituição, e o procurador descobre a falha já no balcão. Esta é a lista curta:
| Dado | Para que serve e onde encontrá-lo |
|---|---|
| Nome completo e documento do outorgante | Aparecem no cabeçalho e no parágrafo de concessão. Tire os dois dados do documento de identidade, nunca da memória. |
| Endereço e cidade do outorgante | Constam nos dados gerais e no parágrafo de constância. Servem para localizar quem concede a autorização. |
| Telefone e e-mail do outorgante | Permitem que a instituição ou o procurador tirem qualquer dúvida antes de agir. |
| Nome completo e documento do procurador | Repetem-se na concessão e na aceitação. Se houver um dígito errado, a autorização não corresponde à pessoa que se apresenta. |
| Telefone e e-mail do procurador | Ficam no cabeçalho para que a instituição consiga falar com ele no dia da tarefa. |
| Tarefa exata e instituição | É o coração do documento. Escreva o verbo e o objeto com precisão: reclamar, protocolar, retirar ou assinar, e diante de quem. |
| Datas de vigência | O modelo pede uma data inicial e uma final. Pense no dia real da tarefa e deixe uma margem razoável. |
| Local onde a cópia ficará guardada | A linha de cópia indica onde o documento foi arquivado. O outorgante deve guardar uma cópia assinada. |
O que o modelo inclui
O arquivo é uma carta de uma página com os blocos que as instituições reconhecem de imediato. Esta é a estrutura real:
| Seção | O que se escreve ali |
|---|---|
| Título centralizado | As palavras procuração simples, para que qualquer atendente identifique o documento num relance. |
| Dados do outorgante | Nome completo, documento, endereço, telefone, e-mail e data. É o bloco de quem concede a autorização. |
| Dados do procurador | Nome completo, documento, telefone e e-mail da pessoa que vai agir em seu nome. |
| Concessão do poder | O parágrafo central: quem autoriza, a quem, para qual tarefa e diante de qual instituição. |
| Vigência e alcance | Um parágrafo com a data inicial, a data final e o limite concreto da tarefa. |
| Faculdades | O parágrafo que permite ao procurador apresentar e receber documentos ligados à tarefa e informar o resultado. |
| Constância | A frase de fechamento com a cidade e a data da assinatura. |
| Assinaturas | Os espaços para a assinatura do outorgante e do procurador. |
| Aceitação do procurador | Uma seção curta em que o procurador aceita a designação e se compromete a agir dentro do alcance autorizado. |
| Cópia e aviso final | A linha de cópia e o aviso de que o poder simples serve para tarefas comuns e não substitui a escritura pública quando ela é exigida. |
Como preencher passo a passo
- Baixe o arquivo e abra no Word. Confira se a data do cabeçalho corresponde ao dia em que a carta será assinada; se a assinatura for amanhã, corrija agora e não depois.
- Substitua todos os colchetes por dados reais. Nenhum deles deve sobrar no documento final: nem os espaços vazios, nem as palavras entre parênteses que indicam o que escrever. Ao terminar, leia a carta inteira procurando colchetes esquecidos.
- Descreva a tarefa com precisão no parágrafo de concessão. Em vez de uma frase vaga sobre resolver alguns assuntos, escreva para reclamar e retirar o certificado de trabalho, ou para protocolar o pedido de segunda via. O verbo exato é o que ninguém contesta depois.
- Defina a vigência. Escreva a data a partir da qual a autorização vale e a data em que ela deixa de valer. Uma autorização sem data final é uma porta aberta; uma que vence antes da tarefa obriga a repetir todo o processo.
- Limite o alcance. Deixe claro em uma frase o que fica de fora: alterar condições, receber dinheiro, assumir compromissos ou autorizar entregas diferentes. O modelo reserva um espaço para esse limite e vale a pena usá-lo.
- Preencha os dados do procurador e peça que ele leia a carta antes de assinar. Se algo não corresponder ao que essa pessoa entende da tarefa, é melhor corrigir naquele momento e não no balcão.
- Assine como outorgante e peça a assinatura do procurador na seção de aceitação, com os documentos de identidade à vista. Anote a cidade e a data no parágrafo de constância e verifique se coincidem com as do cabeçalho.
- Guarde uma cópia antes de entregar o original. Escreva na linha de cópia onde o arquivo fica guardado e, se a instituição carimbar um recibo, guarde também essa cópia carimbada: é a prova de que a tarefa foi protocolada.
Erros frequentes e o que revisar antes de assinar
- Deixar um colchete ou um espaço em branco. Uma carta com o nome do procurador ainda por substituir não serve para nada, e o erro costuma aparecer tarde demais.
- Escrever um nome ou um documento sem conferir com o documento de identidade. Um dígito diferente faz com que a autorização não pertença à pessoa que se apresenta.
- Redigir um alcance amplo demais. Frases sobre todos os assuntos possíveis costumam ser recusadas e, quando aceitas, deixam o outorgante sem controle sobre o que foi feito em seu nome.
- Não colocar data de vigência ou escrever uma data já vencida. As duas coisas obrigam a começar de novo no mesmo dia da tarefa.
- Datas que não batem entre o cabeçalho, a constância e a assinatura do procurador. Um documento com três datas diferentes levanta dúvidas justas.
- Entregar o original sem guardar cópia, ou não confirmar com a instituição qual documento ela exige. Em muitas tarefas a resposta é a escritura pública, e é melhor saber disso antes da fila do que depois.
Quando vale a pena passar para um sistema
A procuração simples resolve bem o que acontece de vez em quando: uma tarefa, duas pessoas, um dia. Quando as autorizações viram rotina, o problema muda de lugar. Se em um depósito ou em uma loja há três ou quatro pessoas autorizadas a retirar mercadoria toda semana, ter a carta não basta: é preciso saber o que cada autorização movimentou, o que saiu do estoque, quem respondeu por aquela retirada e em que tudo terminou. Esse controle não vem mais de uma folha assinada, mas de um registro organizado de entradas, saídas e saldos. É aí que o Kardex Tauro faz sentido: a carta continua sendo o documento que se arquiva e o sistema cuida do movimento e do saldo. Enquanto o volume for baixo, o modelo é suficiente e nada mais é necessário.
Antes de terminar, vale repetir o aviso que vem no próprio arquivo: este modelo é um guia geral de uso pessoal; revise-o com o seu assessor e confirme com a instituição qual documento ela exige para a tarefa concreta. Se pedirem escritura pública, esta carta não substitui.