Software de Kardex e Estoque

Kardex Tauro

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O Kardex Tauro é gratuito para uso não comercial.
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Plano único de contas: como montar o catálogo de uma pequena empresa

Plano único de contas: como montar o catálogo de uma pequena empresa

O plano único de contas é a lista com que sua empresa classifica cada movimento: por onde o dinheiro entra, por onde sai, o que ficou a dever e o que foi ganho. Quando o sistema traz mil contas e, na prática, ninguém sabe qual usar, o problema não é o software. É o catálogo. Este artigo explica como enxugá-lo até o que a empresa realmente usa, quantas contas auxiliares abrir, como registrar uma compra e uma venda com essa estrutura e como mudá-la sem desbalancear os saldos.

Um aviso antes de seguir: os códigos deste artigo são ilustrativos. A numeração do catálogo é definida pela norma contábil e sua empresa não é obrigada a usar exatamente esses números. O que você deve respeitar é a lógica dos níveis e o significado de cada rubrica. Antes de gravar códigos no sistema, confirme com o contador a versão vigente do catálogo.

O que é o plano único de contas e o que a norma define

O plano único de contas é uma estrutura codificada e ordenada que classifica o ativo, o passivo, o patrimônio líquido, a receita, a despesa e o custo de uma empresa. Não é uma lista de nomes: cada conta tem uma dinâmica, ou seja, uma regra sobre o que a aumenta e o que a diminui. Caixa aumenta quando entra dinheiro e cai quando sai. Uma receita aumenta por crédito. Uma despesa aumenta por débito. Se a equipe não tem clara essa dinâmica, nenhum catálogo resolve.

A norma define a estrutura até certo nível e deixa um trecho aberto para cada empresa detalhar o seu. Por isso duas pequenas empresas do mesmo setor podem ter catálogos diferentes e ambos estarem corretos. A obrigação não é registrar cada centavo na conta mais específica que existe, e sim que os saldos possam ser lidos e reportados com a estrutura que a autoridade exige. Confundir essas duas coisas é a origem da maioria dos catálogos inflados.

Também ajuda separar dois documentos que costumam se misturar: o catálogo oficial, atualizado por norma, e o catálogo interno da empresa, o que é carregado no sistema. O segundo vive dentro do primeiro e pode ser bem mais curto. Ninguém audita uma pequena empresa por não usar uma subconta de exportação que ela não tem.

Os níveis: classe, grupo, conta, subconta e auxiliar

A estrutura se lê da esquerda para a direita e cada par de dígitos acrescenta detalhe. A classe diz a natureza do saldo. O grupo reúne contas da mesma família. A conta é a rubrica que termina aparecendo em uma demonstração financeira. A subconta abre essa rubrica. O auxiliar é o último trecho e pertence à empresa, não à norma: é ali que se decide se o detalhe é acompanhado por filial, por centro de custo ou por tipo de operação.

NívelO que defineExemplo ilustrativoQuem decide
ClasseNatureza do saldo1 ativoA norma
GrupoFamília de contas afins11 disponívelA norma
ContaRubrica da demonstração1105 caixaA norma
SubcontaDetalhe da rubrica110505 caixa geralA empresa, dentro do permitido
AuxiliarDetalhe operacional e de controlecaixa geral filial norteA empresa

Há uma consequência prática que passa batida: quanto mais fundo você registra, mais difícil é consolidar. Um lançamento gravado na subconta errada pode ser reclassificado; um lançamento espalhado em vinte auxiliares inventados obriga a reconstruir a história. Os três primeiros níveis são o idioma comum com o contador e com a autoridade. Os dois últimos são o seu sistema de gestão. Não misture.

Por que não convém usar todas as contas do catálogo

Um catálogo completo não melhora uma empresa, assim como um dicionário completo não melhora um escritor. Copiar tudo o que o sistema oferece tem três efeitos mensuráveis. O primeiro é a dúvida: quem lança para para procurar entre opções parecidas e escolhe a que soa melhor. O segundo é a inconsistência: duas pessoas classificam o mesmo fato em contas diferentes e o relatório deixa de servir. O terceiro é o custo de aprender, que numa pequena empresa com rotatividade de pessoal se paga a cada seis meses.

Há também o efeito silencioso: quando o catálogo é enorme, as pessoas começam a usar a conta genérica. Tudo o que não se entende termina em "outras despesas" ou em "contas a receber diversas". O catálogo ficou completo e a informação ficou inútil. Um plano com oitenta contas que todos entendem vale mais do que um com mil que ninguém domina.

E existe um argumento de controle interno que quase nunca é mencionado: cada conta adicional é um ponto onde um erro ou uma falta pode se esconder. Revisar oitenta saldos é viável. Revisar mil, não. A concisão também é controle.

Como escolher o catálogo de uma pequena empresa em seis passos

O método não começa pelo catálogo, começa pela operação. Se você parte da lista, vai terminar com uma lista.

  1. Liste os fatos econômicos reais dos últimos doze meses. Compras, vendas, pagamentos, recebimentos, folha, impostos, empréstimos, despesas fixas. Sem teoria: o que efetivamente aconteceu, com sua frequência.
  2. Agrupe por ciclo. Caixa e bancos, contas a receber, estoque, fornecedores, impostos, folha, receita, custo, despesa. Quase tudo cai em um desses nove.
  3. Atribua a cada fato a conta de menor nível que já o distingue. Se caixa geral e caixa pequeno são controlados em separado, vão em subcontas. Se ninguém os revisa em separado, não.
  4. Suba um nível o que for usado menos de uma vez por mês. Uma conta que se move duas vezes por ano não precisa de detalhe: precisa existir no nível em que o contador consegue encontrá-la.
  5. Abra auxiliares só onde alguém for ler o detalhe e agir. Se ninguém vai olhar o relatório, o auxiliar é decoração.
  6. Teste o catálogo com três operações reais e com o relatório mensal. Se alguma operação não cabe sem forçar uma conta, o catálogo está mal montado, não a operação.

Numa pequena empresa comercial colombiana o resultado típico fica entre sessenta e cem contas ativas, contando subcontas. Uma empresa de serviços cai para cinquenta ou setenta. Se a sua contagem passa de duzentas e a empresa não é grande, algo foi copiado a mais.

Auxiliares: quantos e para quê

O auxiliar é o nível em que a contabilidade se torna útil para operar. Abre-se quando existe uma pergunta que só esse detalhe responde: quanto cada cliente deve, quanto se deve a cada fornecedor, quanto custa cada filial, quanto vale o estoque de cada depósito.

O erro mais caro é abrir um auxiliar por cliente desde o primeiro dia. Na maioria dos sistemas, o detalhe por terceiro é obtido com o campo de identificação do lançamento — o CNPJ ou o documento —, e não criando trezentos auxiliares. Os auxiliares ficam reservados para agrupamentos estáveis e poucos: bancos, caixas, depósitos, filiais, centros de custo, tipos de receita quando a margem é analisada por linha.

Uma regra simples para decidir: se a lista de auxiliares não cabe em uma tela, sobra detalhe. Outra: se um auxiliar não tem movimento no trimestre, encerre-o. E uma terceira, a mais importante: cada auxiliar precisa de uma frase escrita dizendo o que vai ali e o que não vai. Sem essa frase, o auxiliar se enche de lixo em três meses.

Contas que sempre fazem falta e contas que sobram

Existe um núcleo que nenhuma pequena empresa evita. Caixa e bancos, contas a receber de clientes, estoque se vende mercadorias, IVA a recuperar, IVA a pagar, retenções, fornecedores, obrigações trabalhistas, receita da atividade principal, custo das mercadorias vendidas se comercializa ou produz, despesas administrativas, despesas comerciais e despesas financeiras. Com isso dá para operar, declarar e pedir crédito.

Ciclo de operaçãoContas mínimasPara que serve o detalhe
Caixa e bancosCaixa geral, caixa pequeno, uma conta por bancoConferir contagens e conciliações
Contas a receberClientes nacionais, adiantamentos de clientesSaber quem deve e há quanto tempo
EstoqueMercadorias para venda, matéria-prima se produzAvaliar existências e custo
FornecedoresFornecedores nacionais, contas a pagar diversasProgramar pagamentos e evitar duplicidades
ImpostosIVA a recuperar, IVA a pagar, retenção na fonte, imposto municipal sobre serviçosMontar a declaração sem recalcular
FolhaSalários a pagar, indenizações trabalhistas, previdência, contribuiçõesCumprir pagamentos e provisões
Receita e custoReceita por atividade, devoluções, custo das mercadoriasCalcular margem real por linha
DespesasAdministrativas, comerciais, financeirasVer para onde vai o dinheiro

O que sobra é mais fácil de enumerar. Contas de operações que a empresa não faz: exportação, construção, agropecuária, mineração. Subcontas de detalhe que ninguém consulta nunca. Contas herdadas de um sistema anterior, mantidas por medo. Contas de "diversos", "outras" e "a classificar", que não são contas, são uma gaveta. E as contas de anos já encerrados, que se desativam em vez de se apagar.

O exemplo completo: uma compra e uma venda com auxiliares

Com a estrutura de níveis, uma operação completa é registrada sem ambiguidade. Compra de mercadoria por 2.000.000 mais IVA de 380.000, a prazo com o fornecedor. O total da nota é 2.380.000. Debita-se estoque por 2.000.000, debita-se IVA a recuperar por 380.000 e credita-se fornecedores nacionais por 2.380.000. Os débitos somam 2.380.000 e o crédito também: o lançamento fecha.

OperaçãoContaDébitoCrédito
Compra de mercadoria1435 mercadorias não fabricadas pela empresa2.000.000
IVA da compraIVA a recuperar380.000
Dívida com o fornecedor2205 fornecedores nacionais2.380.000
Venda à vista110505 caixa geral3.570.000
Receita da venda4135 comércio atacadista e varejista3.000.000
IVA da vendaIVA a pagar570.000

A venda é de 3.000.000 mais IVA de 570.000, recebida à vista: entram 3.570.000 no caixa, reconhece-se a receita de 3.000.000 e o IVA a pagar de 570.000. O custo da mercadoria vendida vai em lançamento separado, debitando custo das mercadorias vendidas e creditando estoque; misturar isso com a receita é uma das formas mais rápidas de perder a margem. Um catálogo de oitenta contas cobre esta operação completa sem abrir uma única conta nova.

As duas contas de IVA precisam existir desde o primeiro dia: o IVA a recuperar é abatido do IVA a pagar na declaração, e se você os junta numa só conta de impostos, cada declaração vira arqueologia.

Como se documenta e se controla uma mudança de catálogo

Um catálogo sem documentação é tradição oral, e tradição oral se perde no primeiro pedido de demissão. A ferramenta mínima é uma ficha por conta com cinco campos: código, nome, o que se registra ali, o que não se registra ali e conta alternativa quando o caso é duvidoso. Essa ficha fica onde a equipe possa ler, não na caixa de entrada do contador.

As mudanças são feitas em janeiro, quando o período abre, não em maio. Se houver um motivo forte para fazer em meio de ano, o procedimento é sempre o mesmo: criar a conta nova, transferir o saldo com um lançamento de reclassificação que deixe rastro, desativar a anterior e anotar a data e o motivo. Nunca se apaga uma conta com movimentos: desativa-se. Apagar quebra a história e deixa buracos que depois ninguém explica.

Também vale versionar o catálogo como se versiona um contrato. Uma lista com data de vigência, um registro de quem pediu a mudança e quem a aprovou, e um teste em ambiente de ensaio antes de tocar a base real. Numa empresa com várias filiais, a mudança é comunicada antes de ser aplicada; caso contrário, a primeira nota do mês seguinte sai com a conta velha.

Sinais de que o catálogo ficou curto

O problema contrário também existe e é mais fácil de detectar do que parece. Se a conta de "outras" se move mais de uma vez por semana, o catálogo não tem onde colocar o que acontece. Se um auxiliar tem mais movimentos do que a própria conta, o detalhe está no lugar errado. Se duas pessoas classificam o mesmo tipo de despesa em contas diferentes, falta uma definição escrita.

Há sinais que vêm de fora. O contador pede um detalhe que o sistema não dá. O gestor monta uma planilha paralela para saber quanto gastou em frete. No fechamento, alguém concilia à mão um saldo que deveria sair sozinho. E o mais contundente: o relatório de despesas por rubrica existe, mas ninguém o usa para decidir nada.

Nenhum desses sinais exige refazer o catálogo inteiro. Quase sempre basta abrir duas ou três contas, subir um auxiliar de nível e escrever a definição que faltava. O catálogo se corrige por cirurgia, não por demolição.

Erros frequentes

Os cinco erros que mais se repetem em pequenas empresas colombianas têm um padrão comum: são cometidos no primeiro mês e pagos durante anos. Vale reconhecê-los pelo sintoma, não pelo nome.

ErroSintomaConsequênciaCorreção
Copiar o catálogo inteiroMilhares de contas, quase todas em zeroClassificação lenta e erráticaEnxugar até o que se move no ano
Um auxiliar por clienteCentenas de auxiliares com dois lançamentosContas a receber ilegíveis e fechamentos lentosUsar o campo de terceiro, não o auxiliar
Mudar a estrutura em meio de anoSaldos que não fecham depois da mudançaDemonstrações inconsistentesReclassificar com lançamento e deixar rastro
Conta genérica para tudo"Outras" cresce todo mêsPerde-se o detalhe da despesaDefinir o que vai em cada conta e revisar
Não documentar os auxiliaresCada um usa o seuDados incomparáveis entre mesesFicha por conta com critérios escritos

O primeiro erro costuma vir de uma boa intenção: deixar tudo pronto para o futuro. O segundo, de querer controlar as contas a receber no detalhe sem medir o custo de fazê-lo. O terceiro, da urgência. O quarto, da pressa do fechamento. O quinto, da confiança de que todos entendem a mesma coisa. Nenhum se corrige com mais software.

O que muda se sua empresa vende serviços ou só comercializa

O ciclo de operação manda. Uma empresa comercial precisa de estoque e custo das mercadorias bem separados, porque é ali que a margem se calcula. Se vende várias linhas e quer saber qual dá lucro, precisa de receita e custo por linha; sem isso, a margem total é uma média que esconde o problema. Uma empresa de serviços não tem estoque: seu custo é mão de obra, horas e ferramentas, e o centro de custo pesa mais do que o tipo de despesa.

Se produz, o assunto desce um nível: matéria-prima, produto em elaboração e produto acabado são três estoques diferentes e não podem ser misturados numa só conta, porque o custo do mês não poderia ser calculado. Se tem várias filiais, o auxiliar por filial é quase obrigatório; com uma só unidade, é ruído.

E se a empresa é mista, a regra é uma: separe receita por linha e custo por linha, ou a margem vai mentir para você.

Um fechamento honesto antes de decidir

Este método não substitui o contador. O catálogo definitivo é validado por quem assina as demonstrações financeiras, e há casos com menos margem de manobra: empresas reguladas, grupos que consolidam, negócios com relatórios para a matriz ou com auditoria recorrente precisam de uma estrutura mais rígida e menos enxuta do que uma pequena empresa familiar. Se a sua empresa está nesse grupo, isto não se aplica tal como está: use o critério de frequência, mas consulte cada mudança antes de fazê-la.

Também não funciona se ninguém for ler a ficha de contas. Um catálogo de oitenta contas sem definições escritas se degrada igual a um de mil, só que mais devagar. A documentação é metade do trabalho e é a metade que quase sempre se pula.

Pense no catálogo como a gramática da contabilidade: define o que se pode dizer e como. Ajusta-se uma vez por ano, com calma, olhando o que a operação realmente fez; não a cada mês, no meio de uma nota urgente. No Kardex Tauro o plano de contas é carregado uma vez e mantido no mesmo sistema onde se registram as compras, as vendas e o estoque, o que reduz o risco de a contabilidade e a operação falarem idiomas diferentes.

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