Software de Kardex e Estoque

Kardex Tauro

O software de gestão de estoque Kardex Tauro® foi projetado para gerenciar seu armazém ou depósito de forma eficiente e pode ser aprendido em um curto período de tempo.

O Kardex Tauro é gratuito para uso não comercial.
Não requer conexão com a internet e funciona no Windows.

Modelo de cálculo de folha de pagamento em Excel

Modelo de cálculo de folha de pagamento em Excel

No último dia útil do mês, a cena se repete em quase toda pequena empresa: alguém abre o arquivo do mês passado, digita por cima dos salários, soma tudo na calculadora do celular e compara com o número que o contador passou. Quando os dois valores não batem, começa a caça à diferença. Quase sempre a origem está na mesma coluna: um desconto copiado de uma alíquota que já mudou, ou um auxílio somado a uma base onde ele não entrava.

O problema de fundo não é a conta. É que a folha é remontada do zero todo mês, numa planilha que não separa o que foi digitado do que foi calculado. Quando o funcionário pergunta por que o líquido caiu, ninguém consegue apontar a célula exata onde se descontou a mais. E quando o contador pede o suporte do período, aparece uma planilha solta, sem código de funcionário, sem dias e com totais que não fecham entre si.

Este modelo ataca justamente esse ponto: uma linha por funcionário, os proventos separados por rubrica, os descontos lançados como valor — nunca como alíquota — e três colunas que se preenchem sozinhas para que o líquido possa ser conferido contra o contrato, e não contra a memória de quem montou a planilha.

⬇ Baixar o modelo (Excel .xlsx)

O que é este modelo e para quem serve

São duas abas. A aba de cálculo traz no topo um bloco de cabeçalho com empresa, período e data de pagamento; abaixo, a tabela com uma linha por funcionário; no rodapé, uma linha de totais que soma dias, proventos, descontos e líquido. A segunda aba percorre o procedimento em texto, explica como os recolhimentos são tratados e deixa o aviso de uso: é ferramenta de controle interno, não documento fiscal nem contábil oficial.

Foi feita para quem fecha a folha de um punhado de pessoas até algumas dezenas, todas pagas pelo mesmo empregador: a dona de uma loja de material de construção que paga seis, o gerente de um armazém com vinte operadores e dois encarregados, o contador externo que recebe as informações do pessoal e as transforma em líquidos. Serve também para o negócio que ainda não tem sistema e quer saber, antes de contratar um, de quais dados um período realmente precisa.

O que ele não é, sem rodeios: não calcula recolhimentos, não substitui o fechamento oficial e não traz alíquotas. Essa ausência é proposital e está explicada na parte do cálculo.

O que o modelo traz

BlocoO que trazPara que serve
Aba de cálculo, cabeçalhoEmpresa, período e data de pagamentoFixa o corte e evita misturar arquivos de meses diferentes
Aba de cálculo, tabelaUma linha por funcionário, dos proventos ao líquidoÉ o fechamento em si
Aba de cálculo, totaisSoma de cada coluna numéricaConferência do período num relance
Colunas cinzaTotal de proventos, total de descontos e líquidoSão calculadas; não se digita nelas
Aba de instruçõesProcedimento, tratamento dos recolhimentos e avisoPermite que outra pessoa feche o período sem te ligar

As colunas, uma a uma

Quinze colunas, na ordem em que a planilha é preenchida da esquerda para a direita. As quatro primeiras identificam a pessoa e o período; as cinco seguintes são proventos; as três depois delas são descontos; as três últimas são resultado e se calculam.

ColunaO que se digitaO que se calcula
CódigoCódigo interno do funcionário, estável no tempoNada; é a chave que denuncia linha repetida
FuncionárioNome completoNada
CargoCargo conforme o contratoNada
DiasDias lançados no períodoNada; a planilha não rateia sozinha
Salário baseSalário do período, sem o auxílioNada
AuxílioValor do auxílio quando houverNada; fica em coluna separada de propósito
Horas extrasValor apurado das horas extrasNada
ComissõesComissões do períodoNada
Outros proventosBonificações, adicionais e itens parecidosNada
Total de proventosNão se digitaSoma dos cinco proventos da linha
SaúdeValor do desconto de saúde do funcionárioNada; digita-se o valor, não a alíquota
PrevidênciaValor do desconto de previdência do funcionárioNada; digita-se o valor, não a alíquota
Outros descontosEmpréstimos, consignados e descontos autorizadosNada
Total de descontosNão se digitaSaúde mais previdência mais outros descontos
Líquido a pagarNão se digitaTotal de proventos menos total de descontos

Como o cálculo funciona, número por número

O exemplo que vem na planilha tem dois funcionários e está ali para testar as três fórmulas. São os mesmos números do arquivo, então dá para acompanhar na tela sem abrir mais nada.

ConceitoE-01E-02Total do período
Salário base1.800.0002.400.000—
Auxílio200.000——
Horas extras—120.000—
Comissões150.000——
Outros proventos—50.000—
Total de proventos2.150.0002.570.0004.720.000
Saúde, previdência e outros158.000212.000370.000
Líquido a pagar1.992.0002.358.0004.350.000

A primeira linha, E-01, recebe 1.800.000 de salário base, mais 200.000 de auxílio, mais 150.000 de comissões. O total de proventos chega a 2.150.000. Dessa pessoa são descontados 158.000 entre saúde, previdência e outros descontos, e o líquido fica em 1.992.000. É uma subtração simples, mas é exatamente a subtração que se perde quando alguém junta o auxílio ao salário base e depois aplica o desconto sobre o conjunto.

A segunda linha, E-02, não tem auxílio nem comissões: são 2.400.000 de salário base, 120.000 de horas extras e 50.000 de outros proventos, ou seja, 2.570.000. Os descontos somam 212.000 e o líquido é 2.358.000.

A linha de totais não é enfeite: é a prova de que o período fecha. Os dois proventos somam 4.720.000; os dois descontos, 370.000; os dois líquidos, 4.350.000. A conferência final é sempre a mesma: total de proventos menos total de descontos precisa dar exatamente a soma dos líquidos. Se não der, há um valor digitado em cima de uma coluna calculada ou uma linha vazia entrando na soma.

Agora, a decisão de projeto que mais gera pergunta. As colunas de saúde e previdência pedem um valor, não uma alíquota. São dois motivos. Primeiro, a alíquota é definida pela norma vigente e muda: se morasse dentro do modelo, um arquivo antigo continuaria calculando com a alíquota da sua época e ninguém perceberia até chegar a reclamação. Segundo, a base não é igual para todos, porque duas pessoas com o mesmo salário podem ter descontos diferentes por afastamentos, licenças ou tetos. Lançar o valor apurado deixa o montante registrado e auditável; a alíquota fica fora do arquivo, no documento que couber, e quem fecha a folha consulta antes de digitar. Por isso o cabeçalho da coluna pede o valor: é instrução, não limitação da planilha.

Passo a passo

  1. Baixe o arquivo e salve uma cópia com o período no nome antes de digitar qualquer coisa. O original fica limpo para o mês seguinte.
  2. Preencha o cabeçalho com empresa, período e data de pagamento. São três campos, mas são eles que respondem, semanas depois, a que mês pertence aquele arquivo.
  3. Uma linha por funcionário, começando pelo código interno. Use o código, não o nome, como identificador: duas pessoas podem ter o mesmo nome e uma pessoa pode ter dois contratos.
  4. Informe os dias lançados e depois cada provento na sua própria coluna. O auxílio não entra no salário base; as colunas são separadas de propósito.
  5. Lance os descontos como valor, do jeito que ficaram apurados para aquela pessoa. Se algum item não se aplicar, deixe zero em vez de deixar em branco.
  6. Confira as três colunas cinza linha por linha e depois a linha de totais. Proventos menos descontos precisa dar o líquido, em cada linha e no conjunto.
  7. Salve com o período e a data de pagamento no nome do arquivo e entregue junto com o suporte das ocorrências do mês. Sem esse suporte, o líquido não se explica.

Erros que se repetem

  • Somar o auxílio ao salário base para encurtar o serviço. O total de proventos até fica certo, mas os descontos caem sobre uma base inflada e o líquido sai menor.
  • Digitar uma alíquota na coluna de saúde ou de previdência. A célula aceita qualquer número, então nada avisa: o erro aparece depois como um desconto absurdo ou baixo demais.
  • Deixar a coluna de dias vazia. Sem dias, o líquido não se compara com o contrato nem se rateia quando alguém entrou ou saiu no meio do mês.
  • Identificar as pessoas pelo nome. É o caminho mais curto para pagar a mesma linha duas vezes e só descobrir na reclamação.
  • Apagar ou inserir linhas dentro do bloco da tabela. A linha de totais deixa de cobrir todo o intervalo e a conferência do período se perde sem fazer barulho.
  • Copiar o arquivo do mês anterior e arrastar os valores. Os proventos fixos se atualizam, as comissões e as horas extras não: ficam as do mês velho.
  • Confundir o líquido com o custo do empregador. O líquido é o que a pessoa recebe; o custo inclui o que a empresa recolhe e não aparece nesta planilha.

Quando vale a pena migrar para um sistema

Vale dizer com clareza: numa empresa pequena, com poucos funcionários, um só empregador e um contador externo que revisa todo mês, esta planilha é mais rápida e mais barata do que qualquer sistema. O arquivo se entende, se audita e se corrige sem abrir chamado.

A troca se justifica quando aparecem sinais concretos: ocorrências todo mês (afastamentos, licenças, admissões e desligamentos no meio do período), vários centros de custo ou várias filiais, pagamento por transferência em lote, duas pessoas mexendo no mesmo arquivo ou a necessidade de reconstruir um período fechado há um ano. Aí o Excel começa a custar horas e o erro deixa de ser de conta para virar de controle. O Kardex Tauro entra nesse cenário quando a folha precisa conversar com o custo de pessoal por armazém e com o estoque; se essa conversa não existe, ainda não há motivo para mudar.

Modelo de cálculo de folha de pagamento em Excel

Na captura aparece a planilha como fica depois de digitar o exemplo: as duas linhas com seu código, os proventos distribuídos por coluna e as três colunas cinza já resolvidas pela fórmula, com a linha de totais no rodapé. Antes de usar com dados reais, olhe duas coisas: se cada líquido bate com o que saiu do fechamento entregue pelo contador e se a linha de totais soma exatamente o mesmo que a soma manual das linhas visíveis.

Para fechar o período sem sustos

Uma folha organizada não resolve todos os problemas, mas deixa rastro: o que foi digitado, o que foi calculado e com que números o mês fechou. Este modelo cobre essa parte e deixa de fora a que não é dele, que é definir alíquotas. O resto — dias, ocorrências e valores apurados — continua sendo informação da empresa, e é a única que precisa de cuidado.

Baixe o arquivo, salve com o nome do período e preencha uma vez. No mês seguinte, copia-se e atualiza-se; não se remonta.

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