Software de Kardex e Estoque

Kardex Tauro

O software de gestão de estoque Kardex Tauro® foi projetado para gerenciar seu armazém ou depósito de forma eficiente e pode ser aprendido em um curto período de tempo.

O Kardex Tauro é gratuito para uso não comercial.
Não requer conexão com a internet e funciona no Windows.

Modelo de cálculo de férias em Excel

Modelo de cálculo de férias em Excel

Praticamente todo pequeno negócio tem um lugar onde ficou anotado quem saiu de férias e quando voltou: uma planilha antiga, um caderno na gaveta, uma conversa de aplicativo que ninguém quer apagar. Isso resolve enquanto a equipe é pequena e todo mundo lembra de cabeça. Deixa de resolver no dia em que um funcionário pede demissão e é preciso responder, com número, quanto se deve pelos dias que ele não gozou.

O difícil não é a soma. É que férias não se ganham “por mês” e não se pagam “pelo que falta do ano”: acumulam-se dia a dia enquanto a pessoa trabalha, são consumidas quando ela goza e são valorizadas pelo salário vigente na data de corte. São três relógios diferentes, e é justamente aí que a conta feita de memória começa a divergir da folha de pagamento.

Este modelo cobre a última etapa: o cálculo do que se paga. Ele não monta escala nem organiza o calendário do setor; ele pega os dias pendentes de cada pessoa e transforma isso em valor a pagar, com a data de corte registrada no cabeçalho para que a fotografia fique congelada e possa ser reaberta meses depois, quando alguém perguntar de onde veio aquele número.

⬇ Baixar o modelo (Excel .xlsx)

O que é o modelo e para quem serve

É uma pasta de Excel de uma única planilha, feita para calcular as férias de uma lista de funcionários em uma data definida. O cabeçalho guarda os parâmetros que valem para a planilha inteira: a data de corte, os dias acumulados a cada 360 dias trabalhados e a convenção de dias do mês usada para chegar ao valor do dia. Abaixo, cada linha é uma pessoa. No rodapé, o total do grupo. Não há aba escondida nem macro: o que aparece na tela é tudo o que o arquivo faz.

Serve tanto para o dono de uma oficina que faz a folha sozinho quanto para o contador de uma empresa de vinte pessoas ou para o assistente de pessoal que ouve “quanto vocês me devem se eu não tirar férias?” duas vezes por semana. Não é preciso saber fórmula: digita-se quatro informações por funcionário e o resto sai calculado. O que é preciso é entender o que a planilha está calculando, e é sobre isso que trata o restante do texto.

O que o modelo traz

A planilha está dividida em quatro blocos. A tabela abaixo resume o que existe em cada um e para que serve na hora de fechar o cálculo.

BlocoO que contémPara que serve
CabeçalhoData de corte e parâmetros editáveis de acumulação e de valor do diaCongela a fotografia e permite repetir a conta em outra data sem mexer em fórmula
Dados do funcionárioNome, data de admissão, salário e dias gozadosÉ o único bloco preenchido à mão a cada rodada
Colunas calculadasDias trabalhados, dias acumulados, dias pendentes, valor do dia e valor a pagarResolvem o cálculo linha por linha
Rodapé e observaçõesTotal do grupo e uma anotação livre por funcionárioFecham o relatório e explicam os casos fora do padrão

Os formatos de data e de moeda já vêm aplicados, então ninguém perde tempo brigando com separador de milhar ou com a ordem dia-mês. A coluna de observações existe porque na prática sempre aparece um caso que não encaixa: uma readmissão, um dia gozado que ninguém registrou a tempo, uma licença no meio do período.

As colunas, uma a uma

São onze colunas e apenas quatro são digitadas. As demais têm fórmula e devem ficar em branco até que a linha esteja completa: linha pela metade gera um valor a pagar com cara de certo que não está certo.

ColunaO que se digitaO que se calcula
FuncionárioNome ou código da pessoa—
Data de admissãoO dia em que começou o vínculo atual—
Data de corteVem do cabeçalhoRepete o valor do cabeçalho
Dias trabalhados—Diferença em dias entre a admissão e o corte
Dias acumulados—Dias trabalhados vezes o parâmetro de acumulação
Dias gozadosDias efetivamente tirados e registrados—
Dias pendentes—Dias acumulados menos dias gozados
SalárioO salário mensal que serve de base—
Valor do dia—Salário dividido pelos dias do mês definidos no cabeçalho
Valor a pagar—Dias pendentes vezes valor do dia
ObservaçõesAnotação livre de quem prepara a planilha—

Como a conta funciona, número por número

O exemplo que acompanha o modelo tem dois funcionários com histórias diferentes: Ana completou um ano e já gozou parte dos dias; Carlos tem meio ano de casa e não tirou nenhum. A tabela mostra o que cada coluna calculada devolve nos dois casos.

FuncionárioDias trabalhadosDias acumuladosDias gozadosDias pendentesSalárioValor do diaValor a pagar
Ana360155102.400.00080.000800.000
Carlos1807,507,51.800.00060.000450.000
Total——————1.250.000

Ana tem 360 dias trabalhados. Com o parâmetro do cabeçalho —quinze dias acumulados a cada 360 dias trabalhados— os dias acumulados dela somam 15. Gozou 5, então restam 10 pendentes. O salário é de 2.400.000; dividido por 30 dias de mês, o dia vale 80.000; multiplicado pelos 10 dias pendentes, chega-se a 800.000 a pagar.

Carlos trabalhou 180 dias, metade do período, e por isso acumula 7,5 dias. Não gozou nenhum, ou seja, os 7,5 continuam pendentes. O dia dele vale 60.000, porque 1.800.000 dividido por 30 dá 60.000, e 7,5 dias nesse valor resultam em 450.000. O rodapé soma 800.000 com 450.000 e fecha em 1.250.000, o número que vai para a provisão do mês ou para o pagamento, conforme a finalidade do cálculo.

Vale reparar em duas coisas nesse caminho. A primeira: o valor do dia sai do salário, não do que a pessoa recebeu no mês passado, porque aquele pagamento pode ter incluído horas extras ou comissões que não fazem parte desta base. A segunda: se os dias pendentes aparecerem negativos, é porque foram registrados mais dias gozados do que os acumulados, e nesse caso não há nada a pagar — há um erro de registro que a planilha mostra cedo, antes de virar reclamação.

O total da planilha não é enfeite. É o número que o contador pede quando quer saber quanto há provisionado de férias no fechamento, ou que se usa quando três pessoas saem no mesmo mês e as três precisam ser pagas. Por isso o rodapé reúne dias e dinheiro: os dias dizem quanta ausência ainda está comprometida, e o dinheiro diz quanto essa ausência custa.

Passo a passo

  1. Abra o modelo e digite a data de corte no cabeçalho. Todo o cálculo depende dessa célula: se ela ficar vazia, não existe cálculo.
  2. Confira os dois parâmetros do cabeçalho antes de carregar qualquer pessoa. O de acumulação e o de dias do mês são editáveis e devem corresponder ao valor fixado pela norma vigente no seu caso; a planilha aplica exatamente o que estiver escrito.
  3. Preencha uma linha por funcionário com nome, data de admissão e salário. Se alguém foi readmitido, use a data do vínculo atual e registre isso nas observações.
  4. Conte os dias gozados pelo registro de ausências, nunca de memória. Um dia contado errado vira dinheiro pago errado, e ninguém percebe até o funcionário conferir o contracheque.
  5. Leia as colunas calculadas e pare nas linhas em que os dias pendentes ficarem em zero ou negativos: zero significa que a pessoa está em dia, negativo significa que algo foi registrado errado.
  6. Confira o rodapé. Se o pagamento for para várias pessoas, o total precisa bater com a soma manual de três ou quatro linhas escolhidas ao acaso.
  7. Salve uma cópia com a data de corte no nome do arquivo e guarde. O cálculo de hoje é o documento que vão pedir daqui a seis meses.

Erros comuns

Nenhum destes erros é de fórmula. Todos são de critério, e todos terminam em um número que não fecha com a folha.

  • Misturar dias corridos e dias úteis na mesma coluna. Dias trabalhados e dias acumulados andam no calendário; dias gozados costumam chegar contados em dias úteis. Misturando os dois, o pendente sai curto.
  • Carregar o salário com tudo o que veio no mês. Se o auxílio ou uma comissão variável entrarem na coluna de salário, o valor do dia sobe e o total deixa de bater com a folha.
  • Usar a data de admissão da primeira vez. Em quem pediu demissão e voltou, a data antiga infla os dias acumulados de forma absurda.
  • Deixar o pendente negativo sem explicação. Quase sempre é um dia gozado lançado duas vezes ou uma data de corte digitada errada.
  • Arredondar o valor do dia antes de multiplicar. Arredonda-se no fim, sobre o valor a pagar; arredondando antes, o erro é multiplicado pelos dias.
  • Reaproveitar a planilha do fechamento anterior. Um modelo com data de três meses atrás devolve um número velho com aparência de correto.
  • Confundir o cálculo com o pagamento. A planilha diz quanto vale o direito; os descontos que couberem entram depois, na folha do período.

Modelo de cálculo de férias em Excel

Na imagem aparece a planilha já preenchida com os dois casos do exemplo: o cabeçalho com a data de corte no topo, as linhas de Ana e Carlos com seus dias acumulados, gozados e pendentes, e o rodapé com o total a pagar. Antes de usar o modelo com dados próprios, vale olhar duas células: o parâmetro de acumulação do cabeçalho, que mexe em todos os acumulados de uma vez, e a coluna de dias pendentes, onde os erros de registro aparecem primeiro.

Quando vale a pena migrar para um sistema

Este modelo dá conta do recado enquanto forem poucas pessoas, uma data de corte por vez e uma só mão no arquivo. Quinze funcionários calculados uma vez por ano não precisam de mais nada: abrir um sistema para isso daria mais trabalho do que a planilha.

O cenário muda quando a pergunta deixa de ser “quanto eu pago para a Ana” e passa a ser “quanto temos provisionado de férias na empresa inteira, por setor, no fechamento do mês”. Aí a planilha fica pequena: não guarda histórico por funcionário, não avisa quando alguém se aproxima do limite de acúmulo e não convive bem com três pessoas editando ao mesmo tempo. É nesse ponto que um sistema com folha de pagamento integrada deixa de ser luxo, e é aí que o Kardex Tauro faz sentido: não para jogar a planilha fora, mas para que o dado de férias viva onde vive o resto da folha.

Enquanto isso, a regra é simples: uma data de corte por arquivo, um responsável por planilha e uma cópia guardada a cada fechamento.

Para encerrar

Férias pendentes são uma dívida silenciosa: não aparecem no caixa do dia, ninguém cobra até alguém sair, e crescem sozinhas enquanto a empresa continua trabalhando. Ter esse valor calculado em uma data —com dias, valor do dia e total— muda a conversa: deixa de ser um “depois a gente vê” e passa a ser um número que se pode provisionar, negociar ou pagar com critério. Baixe o modelo, defina sua data de corte e carregue sua equipe; o primeiro cálculo completo sai em menos tempo do que dura uma reunião.

⬇ Baixar o modelo (Excel .xlsx)

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