Software de Kardex e Estoque

Kardex Tauro

O software de gestão de estoque Kardex Tauro® foi projetado para gerenciar seu armazém ou depósito de forma eficiente e pode ser aprendido em um curto período de tempo.

O Kardex Tauro é gratuito para uso não comercial.
Não requer conexão com a internet e funciona no Windows.

Modelo de painel de vendas em Excel

Modelo de painel de vendas em Excel

Todo janeiro começa com uma meta anotada num e-mail e, em julho, ninguém sabe dizer se o ano está indo bem. A frase que mais se ouve numa pequena empresa é «as vendas estão boas», que não é resposta: sem a meta ao lado, «boas» não quer dizer nada. O problema raramente é falta de dado, porque as vendas estão lançadas; é que ninguém as coloca na mesma linha do objetivo.

O que costuma existir é uma lista de vendas por data numa planilha e, em outro arquivo, um orçamento montado uma vez e nunca mais aberto. Em dezembro soma-se tudo e o resultado aparece justamente quando não dá mais para corrigir nada. Um painel de vendas não adivinha o futuro: ele coloca o acumulado do ano na sua frente todo mês, enquanto ainda é possível mudar o rumo.

Este modelo faz esse cruzamento com oito colunas e duas abas. Você digita quatro dados por mês —mês, meta, venda realizada e número de vendas— e o arquivo calcula ticket médio, atingimento, diferença e acumulado. Embaixo fica um resumo de seis linhas com aquilo que o dono olha primeiro: a meta do ano, as vendas do ano, se ela foi cumprida, o melhor mês, o mês mais fraco e em quantos meses a meta foi atingida.

⬇ Baixar o modelo (Excel .xlsx)

O que é o painel e para quem ele serve

É uma planilha de uma tela só que compara, mês a mês, o que a empresa se propôs a vender com o que vendeu de fato. Não é relatório contábil nem demonstração de resultado: aqui não há custo, não há margem e não há imposto. É o placar do jogo, não a escrituração do clube.

Serve para o dono que precisa de uma resposta em trinta segundos antes de uma reunião; para o administrativo que fecha o mês e tem de explicar por que o caixa não acompanha as vendas; para o gerente comercial que quer ver se o esforço da equipe está rendendo; e para o contador que recebe o arquivo e prefere não refazer os números do zero. Serve também para a empresa de uma pessoa só, onde a comparação é esquecida com mais frequência: sem sócio a quem prestar contas, a meta se dilui sozinha.

O arquivo se apoia em duas abas. A primeira, Painel, traz as doze linhas do ano, a linha de total e o bloco de indicadores. A segunda, Instruções, explica numa página o que é, como se usa e como se lê, traz o exemplo numérico e lista os erros a evitar. Essa segunda aba parece enfeite até o arquivo trocar de mãos e alguém precisar entendê-lo sem ligar para ninguém.

O que o modelo inclui

BlocoO que trazPara que serve
Aba PainelDoze linhas, uma por mês, mais a linha Total do anoVer o ano inteiro sem trocar de aba
CabeçalhoEmpresa e anoIdentificar o período antes de imprimir ou compartilhar
Colunas de entradaMês, meta, vendas realizadas e número de vendasSão os únicos dados digitados à mão
Colunas calculadasTicket médio, atingimento, diferença e acumulado realizadoPreenchem-se sozinhas e não se mexem
Bloco Indicadores do anoMeta do ano, vendas do ano, atingimento, melhor mês, mês mais fraco e meses na metaResumo de seis linhas para a reunião mensal
Aba InstruçõesO que é, como usar, como ler, exemplo e erros a evitarPara o modelo se explicar sozinho

As colunas, uma por uma

Quatro colunas são digitadas e quatro são calculadas. A distinção importa: se alguém digitar um valor numa coluna calculada, a fórmula desaparece e a planilha deixa de se atualizar sozinha. Por isso vale dividir o trabalho desde o começo: quem lança os dados não mexe nas colunas cinza, e quem revisa o painel não corrige número à mão.

ColunaO que se digitaO que se calcula
MêsO nome do mês, de janeiro a dezembroNada: é o rótulo da linha
MetaO que a empresa se propôs a vender naquele mêsNada, mas alimenta o atingimento e a diferença
Vendas realizadasO que foi vendido e faturado no mêsNada: é o fato que se compara
N.º de vendasQuantas operações houve no mêsNada, mas sem esse dado não existe ticket
Ticket médioNão se digitaVendas realizadas divididas pelo número de vendas
AtingimentoNão se digitaVendas realizadas divididas pela meta do mês
DiferençaNão se digitaVendas realizadas menos a meta: positiva se sobrou, negativa se faltou
Acumulado realizadoNão se digitaSoma das vendas realizadas de janeiro até a linha do mês

A ordem não é por acaso. Primeiro o período, depois o compromisso, em seguida o fato e, no fim, as três leituras: quanto vale cada operação, quanto da meta foi cumprido, quanto falta ou sobra e como vai o ano. Se alguém reordenar as colunas, as referências das fórmulas andam junto e o painel começa a mentir em silêncio.

Como o cálculo funciona, com o exemplo da planilha

O arquivo vem com um ano fechado como exemplo: meta de 124.000.000 e vendas de 125.200.000, com 652 operações distribuídas pelos doze meses. Com essas quatro cifras se explicam todas as colunas calculadas.

ItemValorComo se obtém
Meta do ano124.000.000Soma das doze metas mensais
Vendas do ano125.200.000Soma das vendas realizadas nos doze meses
N.º de vendas652Soma das operações do ano
Ticket médio192.024,54125.200.000 divididos por 652
Atingimento100,97 por cento125.200.000 divididos por 124.000.000
Diferença1.200.000 a favor125.200.000 menos 124.000.000
Acumulado realizado125.200.000Soma corrida das vendas até dezembro

Atingimento: 125.200.000 divididos por 124.000.000 dão 1,0097, que a planilha mostra como 100,97 por cento. Acima de 1, o ano não apenas chegou à meta: passou dela. Diferença: 125.200.000 menos 124.000.000 deixam 1.200.000 a favor. Se o resultado fosse negativo, a mesma coluna diria quanto faltou, sem trocar de fórmula, e é por isso que a diferença se lê sempre com o sinal na frente.

Ticket médio: 125.200.000 divididos por 652 operações dão 192.024,54. É o valor médio de cada venda, não o preço de um produto. Permite uma leitura que quase ninguém faz: se o ticket sobe enquanto o número de operações cai, o faturamento pode se sustentar com menos vendas, e essa conversa é diferente da conversa de «vender mais». No sentido contrário, um ticket que cai com o mesmo número de operações avisa que a empresa está vendendo mais barato ou dando mais desconto.

Acumulado realizado: a soma dos doze meses até a linha onde a pessoa está. Em janeiro é só janeiro; em junho são seis meses; em dezembro coincide com as vendas do ano. É a coluna que responde «como vamos», enquanto a diferença responde «como foi este mês». As duas são necessárias: um mês fraco dentro de um ano bom não conta a mesma história de um ano fraco com um mês bom, e o painel deixa a diferença à vista sem discussão.

Passo a passo

  1. Abra o arquivo e escreva no cabeçalho o nome da empresa e o ano. São duas células, e todo o resto se apoia nelas.
  2. Digite a meta de cada mês na coluna Meta. Se a meta é anual e se distribui por temporada, respeite a divisão acordada em vez de dividir por doze por comodidade.
  3. Lance a venda realizada do mês em Vendas realizadas, com o mesmo critério em todos os meses: com o valor que a norma vigente definir ou sem ele, mas sempre igual. A comparação só vale se a base não muda.
  4. Anote o número de operações em N.º de vendas. É opcional, mas sem ele não há ticket médio e a coluna fica vazia.
  5. Confira as colunas calculadas. Se aparecer uma célula em branco, quase sempre falta a meta ou o número de vendas daquele mês, não a fórmula.
  6. Olhe o bloco Indicadores do ano antes da reunião: ali estão a meta e a venda do ano, o atingimento geral, o melhor mês, o mais fraco e quantos meses fecharam na meta.
  7. Guarde uma cópia por ano e não misture períodos no mesmo arquivo. Comparar anos dentro da mesma aba acaba quebrando as somas e as referências.

Erros que se repetem sempre

  • Mudar a meta no meio do ano para o atingimento parecer bom. É o jeito mais rápido de ficar sem referência; se a meta muda por um motivo real, deixe o motivo escrito ao lado e não apague a original.
  • Misturar bases: vendas com o valor que a norma vigente definir e metas sem ele, ou o contrário. O atingimento sai torto e ninguém percebe até o contador pedir para conciliar.
  • Deixar meses em branco. O acumulado e o atingimento continuam sendo calculados, mas o ano deixa de ser comparável e a diferença engana.
  • Digitar por cima das colunas calculadas. Ao fazer isso a fórmula se perde, e o mês seguinte já não fecha com o total.
  • Confundir ticket médio com preço. É a média de todas as operações do mês: uma venda grande o move, e isso não quer dizer que o negócio melhorou.
  • Somar o acumulado fora da planilha. A coluna já faz isso; uma segunda soma manual costuma duplicar meses ou deixar o último de fora.

Quando vale sair da planilha e usar um sistema

O modelo aguenta bem um ano, um responsável e um arquivo. Começa a ficar curto em três situações concretas: quando há vários vendedores com carteira própria e é preciso atribuir cada operação a uma pessoa; quando mais de uma pessoa edita o arquivo e aparecem versões que ninguém sabe qual é a boa; e quando se precisa do detalhe por documento, e não só do total do mês.

Nesses casos a planilha continua servindo de painel —ninguém discute uma linha de doze meses—, mas o dado tem de vir de um sistema em que a venda é registrada uma vez e dali saem o estoque, a carteira e o relatório. O Kardex Tauro cobre essa parte: o painel se alimenta das vendas registradas, não de um número que alguém copia à mão. Se a empresa ainda não tem esse problema, o modelo basta e não há por que complicá-lo.

Modelo de painel de vendas em Excel

Na captura aparece a aba Painel com o exemplo carregado: o cabeçalho com a empresa e o ano, as doze linhas de meses com meta, venda realizada e número de operações, a linha Total do ano e, logo abaixo, o bloco Indicadores do ano com o melhor mês e o mês mais fraco. As colunas da direita já vêm calculadas e não se mexem. Vale olhar duas coisas: se a linha de total fecha a meta e a venda do ano, e se o atingimento do bloco confere com o dessa linha. Na captura o percentual aparece arredondado numa casa decimal; o valor exato do exemplo é 100,97 por cento, e a diferença é só de apresentação, não de cálculo.

Um painel de vendas não faz ninguém vender mais. Faz algo mais modesto e mais útil: dá à pergunta «como vamos» uma resposta de uma linha, em qualquer mês do ano, sem abrir três arquivos nem esperar o fechamento contábil. Com doze linhas e quatro dados por mês, a conversa sai da impressão e vai para o número, e essa melhoria dura o ano inteiro.

Se o arquivo circula com a equipe, imprima a aba uma vez por mês e leve para a reunião. Um painel que só vive na tela de uma pessoa acaba virando enfeite.

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