Software de Kardex e Estoque

Kardex Tauro

O software de gestão de estoque Kardex Tauro® foi projetado para gerenciar seu armazém ou depósito de forma eficiente e pode ser aprendido em um curto período de tempo.

O Kardex Tauro é gratuito para uso não comercial.
Não requer conexão com a internet e funciona no Windows.

Modelo de custo de importação em Excel

Modelo de custo de importação em Excel

A nota do fornecedor estrangeiro é só o começo. Entre aquele valor e o custo que a mercadoria realmente tem quando chega à prateleira existe uma camada inteira que muita empresa pequena nunca calcula: frete internacional, seguro da carga, imposto pago no desembaraço e as despesas de despachante, armazenagem e transporte interno. Quando essa camada fica de fora, a margem que o sistema mostra é uma impressão bonita que desaparece no fechamento do mês.

Este modelo de custo de importação em Excel junta essas despesas em uma única planilha e as distribui entre os produtos conforme o valor de cada um. O que sai dali é um custo por unidade que inclui tudo o que foi preciso para colocar aquela unidade na prateleira, e não apenas o preço impresso na nota lá fora. É esse número que serve de base para formar preço, comparar fornecedores e decidir se uma referência ainda vale a pena ser importada.

Baixar o modelo em Excel

O arquivo vem com três produtos de exemplo e todos os números já resolvidos, para que a mecânica seja conferida antes de qualquer substituição de dados. Não tem macro, não abre conexão externa e não pede instalação de complemento: as contas ficam em fórmulas visíveis na própria planilha, então qualquer pessoa consegue rastrear de onde veio cada valor e qual célula alimenta cada resultado.

O que é custo de importação e o que esta planilha resolve

Custo de importação é o total pago para que uma unidade fique pronta para venda. Começa no valor da mercadoria na origem e soma o frete que a trouxe, o seguro que cobriu o trajeto, o imposto recolhido no desembaraço e as despesas de despachante, armazenagem e transporte interno. A nota do fornecedor cobre apenas o primeiro item dessa lista, e é por isso que um produto comprado a um preço que parecia bom pode acabar custando bem mais do que a nota sugeria.

A planilha toma uma decisão de fundo e a mantém até o fim: cada despesa é rateada por valor, nunca por quantidade de unidades. Um item que representa metade do valor da importação carrega metade do frete, mesmo que ocupe poucas caixas; uma caixa grande e barata carrega pouco, ainda que ocupe meio contêiner. Esse critério elimina o erro clássico de jogar despesa no produto barato, que nunca a gerou, e deixa o custo por unidade sustentável diante de qualquer conferência.

O rateio importa porque tudo o que vem depois depende dele. Com o custo por unidade completo dá para formar um preço que cobre de fato o trabalho de trazer a mercadoria, identificar referências que giram muito e contribuem pouco e comparar duas importações do mesmo produto feitas em momentos diferentes. Serve também para conversar com o fornecedor quando o preço na origem cai, o frete sobe e o custo final não se mexe.

Como a planilha está montada

BlocoO que contém
CabeçalhoEmpresa, referência da importação, frete total, seguro total, alíquota do imposto e outras despesas.
Tabela de produtosTrês linhas com item, quantidade, valor unitário na origem, valor total, participação e o rateio de cada despesa até o custo por unidade.
Linha de totaisSoma das quantidades, do valor na origem, de cada despesa e do custo total da importação.
InstruçõesPlanilha separada com a ordem de preenchimento e os avisos de uso.

O cabeçalho guarda o que vale para a importação inteira; a tabela leva esses totais para cada produto. A separação é proposital: se chegar uma nota de frete maior na semana seguinte, muda-se um único número em cima e todas as linhas se recalculam sozinhas, sem editar produto por produto.

Vale ler a planilha nessa ordem, de cima para baixo, porque ela reproduz o caminho real de uma importação. Primeiro se conhecem as despesas do trajeto, depois as quantidades e os valores, e por último aparece o custo por unidade que vai para o estoque.

O que significa cada coluna

ColunaO que representa
ItemNome do produto que vem na importação.
QuantidadeUnidades recebidas que estão sendo custeadas.
Valor unitárioPreço por unidade na origem, na moeda da nota.
Valor totalQuantidade multiplicada pelo valor unitário.
ParticipaçãoFatia que esse produto representa no valor total da importação.
FreteParte do frete atribuída a ele conforme essa participação.
SeguroParte do seguro com o mesmo critério de rateio.
ImpostoValor obtido ao aplicar a alíquota sobre o valor do produto.
OutrosDespesas de desembaraço, despachante, armazenagem e transporte interno.
Custo totalValor na origem mais todas as despesas rateadas.
Custo unitárioCusto total dividido pela quantidade; é o número que entra no estoque.

As onze colunas se leem como uma corrente: a participação alimenta o rateio, o rateio forma o custo total e o custo total se divide pela quantidade. Quando uma linha mostra um custo por unidade estranho, quase sempre o problema está na quantidade ou numa participação que não fecha, não na fórmula do fim da linha.

A coluna de participação é a que merece mais atenção, e por um motivo simples: se as três linhas não somam o valor total na origem, o rateio sai torto e todos os custos por unidade carregam o mesmo erro. Por isso a linha de totais vale tanto quanto a tabela que ela fecha.

O exemplo que já vem preenchido

ProdutoQuantidadeValor na origemParticipaçãoCusto totalCusto unitário
Resma1002.000.00050 por cento2.550.00025.500
Toner501.500.00037,5 por cento1.912.50038.250
Caixa200500.00012,5 por cento637.5003.187,50
Total3504.000.000100 por cento5.100.000Custo ponderado

Sobre um valor na origem de 4.000.000 entram 600.000 de frete, 40.000 de seguro, 400.000 de imposto e 60.000 de outras despesas. Com a alíquota em 10 por cento, o custo total da importação chega a 5.100.000 e a diferença em relação à nota do fornecedor é de 1.100.000, ou seja, mais de um quarto do valor da mercadoria.

O efeito fica mais claro produto por produto. A resma foi comprada a 20.000 a unidade e termina custando 25.500, um aumento de 5.500 por unidade; o toner fica em 38.250 e a caixa em 3.187,50. Nenhum desses três números aparece na nota estrangeira, e são justamente eles que definem se a operação deixa lucro.

A alíquota do imposto é uma célula editável e não uma constante escondida dentro da fórmula. Se a operação mudar de alíquota, basta escrever o novo valor no cabeçalho e o imposto e o custo por unidade se recalculam na hora, mantendo o mesmo critério de rateio por valor.

O que fazer com o custo por unidade

O custo por unidade que a planilha entrega é o que deveria entrar no estoque, não o preço da nota. Se o sistema registra 20.000 pela resma e o preço de venda é formado sobre esse número, cada unidade vendida devolve só uma parte do frete que nunca foi cobrado. A diferença se acumula sem fazer barulho até aparecer como falta no fechamento.

Com o número correto, três conversas mudam. Com vendas, porque o preço deixa de ser calculado sobre uma base incompleta. Com compras, porque o fornecedor que oferece o menor preço na origem pode não ser o mais barato posto na prateleira, se a embalagem ou a rota encarecerem o trajeto. E com o próprio negócio, porque um item de giro alto e valor baixo pode contribuir menos do que outro de giro baixo e custo alto por unidade.

Como usar, passo a passo

  1. Escreva no cabeçalho o nome da empresa e uma referência que identifique a importação, como o número da nota do fornecedor.
  2. Registre frete, seguro e outras despesas exatamente como aparecem nas notas da transportadora e do despachante.
  3. Digite a alíquota do imposto na célula dela; é um dado da operação e o arquivo não impõe nenhuma.
  4. Carregue os produtos com item, quantidade e valor unitário na origem, usando a quantidade que realmente chegou.
  5. Confira se a coluna de participação fecha com o valor total na origem antes de olhar qualquer custo.
  6. Leia o custo por unidade de cada linha e compare com o preço de compra para ver quanto a importação acrescentou.
  7. Guarde uma cópia por importação e leve o custo por unidade ao estoque no dia em que a mercadoria entra, não semanas depois.

Erros comuns ao custear uma importação

  • Deixar o frete fora do custo porque ele vem em outra nota, com outra data, e tratá-lo como despesa do mês.
  • Ratear por quantidade de unidades em vez de por valor, o que penaliza o produto barato e esconde o custo real do caro.
  • Aplicar o imposto só a alguns produtos da importação, quando o rateio precisa cobrir todas as linhas.
  • Esquecer o seguro e as despesas do despachante porque parecem pequenas diante do valor da mercadoria.
  • Digitar um custo por unidade por cima da fórmula e quebrar a corrente de cálculo sem perceber.
  • Custear pela quantidade pedida e não pela quantidade recebida, quando chegam menos unidades do que foram faturadas.
  • Atualizar o custo no sistema meses depois, deixando parte do estoque já vendida com um custo que nunca existiu.

Em que programa abrir

O arquivo funciona no Excel, no LibreOffice Calc e no Google Sheets sem conversão nem ajuste. No Excel e no LibreOffice ele mantém todas as fórmulas e a formatação que aparece na captura; se for enviado ao Google Sheets, vale conferir os formatos de número com separador de milhar e de decimal, porque a versão na nuvem os reinterpreta conforme a configuração regional da conta.

Não exige macro nem permissão especial, então abre em qualquer computador de escritório sem apoio técnico. Em rede compartilhada, a cópia principal deve ficar em modo de leitura para o restante da equipe e cada importação deve ser salva como arquivo próprio.

Modelo de custo de importação em Excel

A captura mostra a planilha com o exemplo completo: o cabeçalho com os totais do trajeto, as três linhas de produto com sua participação e a linha de totais onde o custo de 5.100.000 se distribui até chegar aos custos por unidade. É a mesma vista que aparece ao abrir o arquivo, sem precisar ativar nada.

Se a operação tiver mais de três produtos, insira linhas dentro da tabela e arraste as fórmulas da linha anterior; o rateio continua funcionando enquanto a participação for calculada sobre o total geral. Para uma importação com dezenas de itens, vale agrupar por famílias e somar no fim.

O modelo é publicado pelo Kardex Tauro junto com outros formatos de controle que seguem a mesma lógica: um cabeçalho com os dados do período, uma tabela de movimentos e um fechamento com totais conferíveis. Baixe o arquivo, troque o exemplo pela sua importação e compare o que você achava que cada unidade custava com o que ela custou de verdade.

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