Software de Kardex e Estoque

Kardex Tauro

O software de gestão de estoque Kardex Tauro® foi projetado para gerenciar seu armazém ou depósito de forma eficiente e pode ser aprendido em um curto período de tempo.

O Kardex Tauro é gratuito para uso não comercial.
Não requer conexão com a internet e funciona no Windows.

Modelo de cálculo de verbas rescisórias e benefícios em Excel

Modelo de cálculo de verbas rescisórias e benefícios em Excel

Alguém pede demissão numa terça de manhã e a primeira pergunta não é sobre a passagem do serviço. É quanto a empresa deve: verbas rescisórias, os juros que se acumularam sobre elas, a gratificação já proporcional e os dias de férias que a pessoa nunca tirou. Quando essa resposta leva três dias e dois telefonemas, o problema nunca foi a conta.

O que costuma falhar é a montagem. Uma base total que deixou o auxílio de fora. Um período fechado com uma contagem de dias diferente da que a folha usa. Um nome que ficou faltando porque o funcionário entrou no meio do mês e ninguém acrescentou a linha. Na hora em que o contador pede o papel de trabalho, a planilha mostra um número e não mostra de onde ele veio.

Este modelo faz o contrário: os parâmetros ficam no cabeçalho, à vista de quem abre o arquivo, cada funcionário ocupa uma linha e os quatro itens saem da mesma base total. Assim, o valor que se entrega e o valor que se explica são o mesmo.

⬇ Baixar o modelo (Excel .xlsx)

O que é este modelo e para quem serve

É uma planilha de cálculo de verbas e benefícios: uma linha por funcionário, com a data de admissão, a data de corte do período que está sendo apurado, os dias trabalhados nesse intervalo e o salário a partir do qual a conta começa. Acima da tabela, o cabeçalho guarda os três parâmetros que valem para a planilha inteira: os dias do ano usados no proporcional, a taxa de juros sobre verbas — que pode ficar em zero quando aquele corte não apura juros — e os dias de férias por ano.

A coluna de dias trabalhados é a que manda. Se o corte é o fechamento do ano, o número será o de dias do ano; se a pessoa entrou em julho, serão os dias que ela efetivamente trabalhou. Todo o resto é proporcional a esse número, o que significa que uma admissão no meio do período não exige uma planilha separada nem um ajuste manual no fim.

Foi pensado para a pequena empresa que apura desde meia dúzia de pessoas até algumas centenas e não tem um módulo completo de folha de pagamento: o dono que quer saber quanto vai custar uma saída antes de assinar, a pessoa de recursos humanos que precisa entregar o papel de trabalho ao contador, e o contador que recebe a planilha e quer confirmar num relance que a base e os dias estão certos.

O que a planilha traz

BlocoO que contémPara que serve
Planilha de cálculoCabeçalho de parâmetros e uma tabela com uma linha por funcionário, doze colunas de dados e linha de totais no rodapéÉ a folha que se imprime e se arquiva como comprovação
Cabeçalho de parâmetrosEmpresa, período, dias do ano, taxa de juros sobre verbas e dias de férias por anoMudar um parâmetro recalcula todas as linhas de uma vez
Colunas calculadasBase total, verbas, juros, gratificação, férias e total por funcionárioPreenchem-se sozinhas assim que existe salário e dias trabalhados
Linha de totaisSoma de dias, salários, auxílios e de cada benefício separadamenteDá o custo do corte numa única linha
Linhas de reservaLinhas extras com as fórmulas já montadas, prontas para novas contrataçõesEvita copiar fórmulas à mão e quebrar a estrutura
Planilha de instruçõesO que calcula, como cada item é apurado, o exemplo resolvido e os erros mais comunsConsultada por quem abre o arquivo meses depois

As colunas, uma por uma

Uma ideia antes da tabela economiza muita discussão: as colunas se dividem em dois grupos. Nas primeiras se digita; as demais calculam. Se alguém digitar por cima de uma coluna calculada para fazer o número fechar, a planilha deixa de servir como comprovação, porque o resultado já não pode ser reproduzido nem explicado.

ColunaO que se digitaO que se calcula
FuncionárioNome completo, igual ao da folha de pagamentoNada: é a chave da linha
Data de admissãoA data real de entradaNada: serve para conferir os dias trabalhados
Data de corteO último dia do período que está sendo apuradoNada: define até onde vai o cálculo
Dias trabalhadosOs dias do intervalo, desde a admissão ou desde o corte anteriorNada: é o divisor que aplica o proporcional a todo o resto
Salário baseO salário mensal sobre o qual se calculaNada
AuxílioO auxílio que entra na base; se não houver, fica em zeroNada
Base total—Salário mais auxílio
Verbas rescisórias—Base total vezes dias trabalhados, dividida pelos dias do ano
Juros sobre verbas—Verbas vezes a taxa do cabeçalho vezes dias trabalhados, divididas pelos dias do ano
Gratificação—Base total vezes dias trabalhados, dividida pelos dias do ano
Dias de férias pendentesOs dias ainda devidos, já descontados os gozadosNada
Férias—Base total dividida por trinta, multiplicada pelos dias pendentes
Total de benefícios—Verbas mais juros mais gratificação mais férias

Como o cálculo funciona, número por número

O exemplo que acompanha a planilha usa três parâmetros no cabeçalho: dias do ano em 360, taxa de juros sobre verbas em zero e quinze dias de férias por ano. Com isso, cada linha se resolve com uma multiplicação e uma divisão, sem etapas intermediárias e sem células auxiliares escondidas.

Ana trabalhou 180 dias e a base total dela — salário mais auxílio — é 2.100.000. As verbas são 2.100.000 vezes 180, dividido por 360: 1.050.000. A gratificação usa exatamente a mesma conta e dá outros 1.050.000, o que é esperado quando os dois itens incidem sobre o mesmo período. Os juros ficam em zero porque a taxa do cabeçalho está em zero. As férias são calculadas por dia: 2.100.000 divididos por 30 dão 70.000 por dia, e por 7,5 dias pendentes resultam 525.000. O total da linha é 2.625.000.

Carlos trabalhou o ano inteiro, 360 dias, com base total de 1.600.000. As verbas dele são 1.600.000 vezes 360 dividido por 360, ou seja, 1.600.000, e a gratificação outro tanto. Ele tem 15 dias de férias pendentes, então o valor do dia — 1.600.000 dividido por 30, ou 53.333,33 — multiplicado por 15 dá 800.000. O total dele é 4.000.000. Somando as duas linhas, a planilha fecha em 6.625.000.

ItemAnaCarlosComo se obtém
Dias trabalhados180360Da admissão ao corte
Base total2.100.0001.600.000Salário mais auxílio
Verbas rescisórias1.050.0001.600.000Base por dias, sobre os dias do ano
Juros sobre verbas00Verbas pela taxa do cabeçalho
Gratificação1.050.0001.600.000Igual às verbas
Dias de férias pendentes7,515Digitados, já sem os gozados
Férias525.000800.000Base por trinta, pelos dias pendentes
Total de benefícios2.625.0004.000.000Soma dos quatro itens

Vale parar em dois pontos. O primeiro é que a taxa de juros não entra nos números do exemplo: se for digitado no cabeçalho o valor que a norma vigente fixar, a coluna de juros deixa de ser zero e o total de todas as linhas sobe na mesma proporção. O segundo é o divisor. O 360 não é enfeite: trocá-lo por outro número num período parcial desalinha o resultado em relação à folha, e o desalinho aparece justamente depois que a documentação já foi entregue.

Passo a passo

  1. Abrir a planilha e digitar no cabeçalho a empresa e o período que está sendo apurado.
  2. Confirmar os três parâmetros: dias do ano, taxa de juros sobre verbas e dias de férias por ano. Se o corte não apura juros, a taxa fica em zero e não se mexe mais nela.
  3. Preencher uma linha por funcionário com nome, data de admissão, data de corte, dias trabalhados, salário base e auxílio. Quem não tem auxílio fica com a célula em zero, em vez de deixá-la vazia.
  4. Conferir os dias trabalhados contra as duas datas antes de continuar. A diferença entre admissão e corte é o dado que mais sai errado quando vem copiado da planilha do período anterior.
  5. Validar a base total de cada linha: salário mais auxílio, sem descontos e sem horas extras, porque essas já foram apuradas na folha do período.
  6. Digitar os dias de férias pendentes já sem os dias gozados; se forem lançados os acumulados, a pessoa recebe duas vezes pelos mesmos dias.
  7. Ler a linha de totais e comparar o total de benefícios com o que já está provisionado na contabilidade, que é como linhas faltantes ou duplicadas aparecem.

Erros que aparecem com frequência

  • Mudar os dias do ano no meio do exercício: a conta deixa de bater com a folha e ninguém sabe em qual linha a diferença começou.
  • Deixar o auxílio em branco porque «não é salário». A base total soma esse valor, e sem ele as verbas e a gratificação saem menores.
  • Usar uma taxa de juros diferente por funcionário. O parâmetro é único para a planilha: duas taxas significam duas planilhas.
  • Esquecer as férias já gozadas, que é a maneira mais comum de pagar a mais para quem está saindo.
  • Digitar à mão por cima das colunas calculadas para «fechar» um valor. O número fica, mas a comprovação desaparece.
  • Apurar duas vezes o mesmo intervalo: a data de corte avança sem que o período anterior tenha sido salvo, e a linha reaparece no mês seguinte.

Quando vale a pena migrar para um sistema

A planilha aguenta bem enquanto o quadro de pessoal cabe numa lista só e os cortes são poucos no ano. Deixa de aguentar quando é preciso o histórico por pessoa — cada desligamento, cada aumento, cada período já provisionado —, quando há vários centros de custo apurando em separado, ou quando três pessoas abrem o mesmo arquivo e ninguém sabe qual é a versão válida. Nesse ponto o problema já não é a fórmula: é o controle de versões, e isso uma planilha não resolve.

Até lá, a folha cumpre uma função que muitos sistemas não entregam com a mesma facilidade: mostrar o cálculo inteiro numa tela, com os parâmetros no topo, para que quem assina consiga acompanhar a conta com o dedo. Esse é o uso honesto de um modelo como este, e é também o motivo pelo qual o Kardex Tauro o publica em aberto: serve para organizar o corte antes de decidir se é preciso algo maior.

A planilha como ela aparece

Modelo de cálculo de verbas rescisórias e benefícios em Excel

Na imagem aparece a planilha inteira com as duas linhas do exemplo. Vale olhar três pontos: o cabeçalho com os parâmetros, que é onde se muda o divisor e a taxa; a coluna da base total, que deve coincidir com o salário mais o auxílio de cada pessoa; e a linha de totais no rodapé, que resume dias, bases e benefícios do corte. Se essas três áreas estiverem em ordem quando o arquivo abrir, o resto é preencher linhas.

Uma última recomendação de uso: guarde uma cópia por corte, com o período no nome do arquivo, e não reaproveite a mesma folha no mês seguinte. Assim, quando alguém perguntar como se chegou a um número de seis meses atrás, a resposta está no arquivo e não na memória de quem fez a conta.

⬇ Baixar o modelo (Excel .xlsx)
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