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Kardex Tauro

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O Kardex Tauro é gratuito para uso não comercial.
Não requer conexão com a internet e funciona no Windows.

Modelo de rescisão trabalhista em Excel

Modelo de rescisão trabalhista em Excel

É sexta-feira, é o último dia de uma funcionária que passou quatro anos na empresa, e na segunda alguém precisa entregar um número: quanto ela recebe ao sair. Esse número quase sempre vira discussão, e não por má-fé, mas porque ninguém o deixou escrito antes da conversa. Quando a cifra aparece pela primeira vez numa folha solta, com uma soma feita à mão e um papel de férias ao lado, fica difícil sustentá-la diante de quem pergunta de onde saiu.

O imbróglio tem três partes conhecidas. As verbas acumuladas dependem dos dias trabalhados, e ninguém lembra se o ano é contado com 360 dias ou pelo calendário inteiro. As férias pendentes dependem de quantos dias foram gozados e quantos sobraram, e esse saldo mora na cabeça de quem fazia o controle. E o salário dos últimos dias, que costuma ser esquecido porque o desligamento parece um acerto de contas e não uma folha mais curta.

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Este modelo coloca as três partes na mesma linha. Cada funcionário ocupa uma linha com quinze colunas: identificação, datas, dias trabalhados, salário, auxílio, base, verbas rescisórias, juros, gratificação, dias de férias, férias, dias de salário pendente, salário pendente e total a pagar. Você digita os dados de entrada e a planilha faz as contas. Três parâmetros no cabeçalho comandam todos os cálculos, e é isso que permite reaproveitar o arquivo mês após mês sem reconstruí-lo do zero.

O que ele resolve e o que deixa de fora

É o documento que encerra um contrato de trabalho: uma linha por pessoa, o detalhamento de cada item e um total. Não é uma folha de pagamento. Aqui não há desconto de saúde nem de previdência, não há retenção na fonte e não estão as contribuições a cargo do empregador. O que aparece é o que se deve ao funcionário, não tudo o que a empresa precisa provisionar, e confundir as duas coisas é a origem de boa parte das discussões de fim de ano.

Serve para desligamento por pedido de demissão, por acordo entre as partes, sem justa causa ou por fim de contrato a prazo: o motivo vai no cabeçalho e fica como contexto do arquivo, mas não altera nenhuma fórmula. A planilha também não decide se há verba indenizatória. Se houver, ela entra como item novo, com coluna própria ou linha própria, e entra no total; o que não se faz é escondê-la dentro de uma coluna que já significa outra coisa.

Serve para a pessoa de recursos humanos que faz quatro rescisões por ano e não quer remontar o arquivo a cada uma; para o contador que recebe a planilha e precisa ver de onde vem cada valor; para o dono de uma empresa pequena sem área de pessoal, que acaba fazendo isso num sábado à tarde; e também para o funcionário, que pode pedir o detalhamento e ler item por item em vez de aceitar um número global sem explicação.

O que o modelo traz

O arquivo tem duas abas e uma única tabela de trabalho. A primeira se chama Rescisao e é onde se digita; a segunda se chama Instrucoes e é o que impede o arquivo de depender de quem o criou. Essa segunda aba parece enfeite até o dia em que a pessoa que fazia as rescisões entra de férias.

BlocoO que contémPara que serve
CabeçalhoEmpresa e motivo do desligamentoIdentificar o caso antes de imprimir ou arquivar
Parâmetros da planilhaDias do ano (360), taxa de juros sobre verbas (0) e dias de férias por ano (15)Três células que comandam todas as linhas ao mesmo tempo
Tabela de funcionáriosTrês linhas com quinze colunas; uma fica vazia com as fórmulas prontasUma linha por pessoa desligada
Coluna Total a pagarSoma de verbas, juros, gratificação, férias e salário pendenteO número que se entrega ao funcionário
Linha de fechamentoSoma da coluna Total a pagarO custo do lote de desligamentos do período
Aba InstrucoesO que calcula, os parâmetros, as fórmulas, o exemplo e os erros a evitarPara o modelo se explicar sozinho

As quinze colunas, uma a uma

Oito colunas são digitadas e sete são calculadas. A distinção não é formal: se alguém digitar um valor por cima de uma célula com fórmula, a fórmula desaparece e aquela linha deixa de responder aos parâmetros. Vale dividir o trabalho desde o começo, com a mesma lógica de qualquer planilha compartilhada: quem lança os dados não mexe nas colunas calculadas e quem revisa não corrige número à mão.

ColunaO que levaDigitada ou calculada
FuncionárioNome completoDigitada; é o rótulo da linha
Data de admissãoO dia em que o contrato começouDigitada; serve para conferir os dias trabalhados
Data de desligamentoO último dia trabalhadoDigitada; encerra o período
Dias trabalhadosOs dias cobertos pelo contratoDigitada; é o divisor de todas as verbas
Salário baseO salário mensal do funcionárioDigitada; alimenta a base total
AuxílioO auxílio mensal, se houver; zero se não houverDigitada; soma na base
Base totalSalário mais auxílioCalculada
Verbas rescisóriasBase vezes dias trabalhados, dividida pelos dias do anoCalculada
JurosVerbas vezes a taxa, vezes dias trabalhados, sobre dias do anoCalculada; fica em zero quando a taxa é zero
GratificaçãoBase vezes dias trabalhados, dividida pelos dias do anoCalculada
Dias de fériasOs dias pendentes, já descontados os gozadosDigitada; alimenta o cálculo das férias
FériasBase dividida por 30, multiplicada pelos dias pendentesCalculada
Dias de salário pendenteOs dias do último período ainda não pagosDigitada; alimenta o salário pendente
Salário pendenteBase dividida por 30, multiplicada por esses diasCalculada
Total a pagarVerbas mais juros, gratificação, férias e salário pendenteCalculada

Como é calculado, com o exemplo que vem na planilha

O arquivo chega com duas rescisões preenchidas. A primeira é Ana Maria Ruiz, que trabalhou 360 dias com base de 1.800.000 e se desliga em 31 de dezembro. A segunda é Carlos Pena, que entrou no dia primeiro de julho e trabalhou 180 dias com base de 1.200.000. Com essas duas linhas se explicam todas as colunas calculadas, sem precisar imaginar um caso.

ItemAna Maria RuizCarlos PenaComo se obtém
Dias trabalhados360180Entre a data de admissão e a de desligamento
Base total1.800.0001.200.000Salário mais auxílio; o auxílio vai em zero nos dois casos
Verbas rescisórias1.800.000600.000Base vezes dias trabalhados, dividida por 360
Juros00A taxa está em zero, então o item sai em zero
Gratificação1.800.000600.000Igual às verbas: base vezes dias sobre dias do ano
Dias de férias7,50Pendentes depois de descontar os já gozados
Férias450.00001.800.000 dividido por 30, vezes 7,5 dias
Dias de salário pendente150Dias do último período sem pagamento
Salário pendente900.00001.800.000 dividido por 30, vezes 15 dias
Total a pagar4.950.0001.200.000Soma dos cinco itens
Total da planilha6.150.0004.950.000 mais 1.200.000

Verbas: a base de 1.800.000 vezes 360 dias, dividida pelos 360 dias do ano, devolve a base inteira. A gratificação usa a mesma expressão e chega ao mesmo número, o que está correto e é também o motivo pelo qual muita gente acha que a planilha está duplicando um item. Não está: são duas verbas diferentes que coincidem em valor quando o ano é completo. Os juros são verbas vezes a taxa, vezes dias trabalhados sobre dias do ano; com a taxa em zero a coluna mostra 0, e é melhor deixá-la assim quando esse item não é calculado, porque a fórmula continua ali para o caso de ser.

Férias: 1.800.000 dividido por 30 dá 60.000 por dia, e 7,5 dias dão 450.000. O divisor 30 é o que a planilha usa para transformar salário mensal em valor diário, e é por isso que o dado dos dias precisa estar na mesma unidade: dias inteiros, não semanas nem quinzenas. O salário pendente repete a operação com outra contagem: os mesmos 60.000 vezes 15 dias dão 900.000. O total soma 1.800.000 de verbas, 1.800.000 de gratificação, 450.000 de férias e 900.000 de salário, com os juros em zero, e chega a 4.950.000.

A ordem das férias é onde mais se erra. Primeiro se descontam os dias já gozados do total a que o funcionário tem direito e só depois se digita o resultado na coluna de dias de férias. Digitar o acumulado inteiro faz a planilha pagar dias que já foram descansados; digitar um saldo que ninguém calculou deixa o número sem rastro. O que entra na coluna é o pendente, não o histórico.

Carlos mostra a outra metade: 600.000 de verbas e 600.000 de gratificação somam 1.200.000, com férias e salário pendente em zero porque não sobraram dias de nenhum dos dois. A planilha não distingue um zero que significa nada a pagar de um zero que significa esquecimento, então esse zero é conferido, não presumido. A linha de fechamento soma 4.950.000 e 1.200.000 e chega a 6.150.000, o custo do lote: essa cifra entra no fluxo de caixa do mês e não bate com o que cada funcionário recebe, porque cada um tem a sua própria linha.

Passo a passo

  1. Abra o arquivo e preencha no cabeçalho o nome da empresa e o motivo do desligamento. O motivo é contexto: não muda fórmula nenhuma, mas documenta o arquivo para quem for revisar depois.
  2. Confira os três parâmetros antes de mexer na tabela: dias do ano, taxa de juros sobre verbas e dias de férias por ano. Eles são da planilha, não da linha, e uma mudança ali desloca todas as rescisões ao mesmo tempo.
  3. Digite o nome, as datas e os dias trabalhados. A planilha não calcula os dias a partir das datas: se preferir não contar à mão, conte em outro lugar e digite o resultado.
  4. Lance o salário base e o auxílio. A base total se monta sozinha, e se não houver auxílio digita-se zero, sem deixar a célula vazia.
  5. Desconte as férias já gozadas e digite apenas os dias pendentes na coluna delas. A partir daí a coluna de férias se preenche sozinha.
  6. Digite os dias de salário pendente do último período. Se o desligamento cai no último dia do período de pagamento, esse valor é zero.
  7. Leia a coluna Total a pagar e a linha de fechamento. Guarde uma cópia com o nome do funcionário e a data, e deixe a linha usada como registro em vez de apagá-la.

Erros que aparecem sempre

  • Copiar o total de férias acumuladas em vez do saldo pendente. É o mais caro dos sete, porque paga dias já descansados e quase nunca aparece até o funcionário reclamar.
  • Mudar os parâmetros de uma linha para outra. Os três valores são da planilha: se um muda, muda para todos, e uma planilha com dois critérios não pode ser auditada.
  • Deixar o auxílio em branco em vez de digitar zero. A base continua sendo calculada, mas a soma da linha fica incompleta e o erro se propaga para o total.
  • Digitar por cima de base total, verbas, juros, gratificação, férias, salário pendente ou total. Ao fazer isso a fórmula é apagada e aquela linha deixa de responder aos parâmetros.
  • Esquecer os dias de salário do último período, principalmente quando o desligamento cai no meio do mês e o pagamento já saiu pelo período inteiro.
  • Contar os dias trabalhados com critério diferente em cada linha: uma com 360 e outra com os dias reais do calendário. A comparação entre funcionários se perde mesmo que cada fórmula esteja certa.
  • Apagar a linha depois de pagar. A planilha é também o registro do desligamento: se ela for apagada, o comprovante se perde e o total da folha deixa de fechar com o que foi pago.

Com qual programa se abre

É um arquivo do Excel e abre no Microsoft Excel para Windows, no Mac ou na versão web, no LibreOffice Calc e no Google Sheets. As fórmulas que ele traz são condicionais e arredondadas em duas casas, e os três programas as entendem. O que muda é a apresentação: numa configuração regional em português o separador decimal é a vírgula, e é por isso que 7,5 dias aparecem assim, enquanto numa configuração em inglês o mesmo valor aparece como 7.5 sem alterar a conta. O único cuidado real é não converter a planilha para outro formato ao salvar, porque as fórmulas são trocadas por valores e o arquivo deixa de recalcular. Se precisar compartilhar, exporte uma cópia em PDF e mantenha o original intacto.

A planilha dá conta de uma empresa com poucos desligamentos e uma só pessoa fazendo as contas. Começa a ficar curta quando o saldo de férias mora em outro lugar e precisa ser caçado toda vez que alguém sai, ou quando o setor de pessoal precisa que o desligamento seja registrado uma única vez e que daí saiam a folha, a provisão e o relatório. Kardex Tauro cobre essa parte: guarda a movimentação e o saldo de cada funcionário, e a rescisão deixa de depender de alguém lembrar quantos dias foram gozados. Se esse problema ainda não existe, o modelo basta e não é preciso complicar.

Modelo de rescisão trabalhista em Excel

Na captura aparece a aba Rescisao com o exemplo carregado: o cabeçalho com a empresa e o motivo do desligamento, os três parâmetros na segunda linha e as duas linhas de funcionários com suas quinze colunas. Ana Maria Ruiz, com 360 dias, mostra 4.950.000 no total; Carlos Pena, com 180 dias, mostra 1.200.000. Abaixo, a linha de fechamento leva o total da planilha a 6.150.000. Vale olhar duas coisas na imagem: que a coluna de juros esteja em zero por causa da taxa e não por uma célula apagada, e que a linha seguinte apareça vazia mas já com as fórmulas, pronta para o próximo desligamento.

Uma rescisão não é papelada que se possa deixar para o último dia. Com quinze colunas, três parâmetros e uma linha por funcionário, o arquivo transforma uma conversa desconfortável numa soma que se pode mostrar, explicar e arquivar. O que se paga continua sendo uma decisão da empresa; o que muda é que a cifra deixa de ser opinião e passa a ter um lastro que qualquer pessoa pode conferir linha por linha.

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