Software de Kardex e Estoque

Kardex Tauro

O software de gestão de estoque Kardex Tauro® foi projetado para gerenciar seu armazém ou depósito de forma eficiente e pode ser aprendido em um curto período de tempo.

O Kardex Tauro é gratuito para uso não comercial.
Não requer conexão com a internet e funciona no Windows.

Modelo de plano de manutenção preventiva em Excel

Modelo de plano de manutenção preventiva em Excel

Pergunte ao dono de uma oficina quando foi a última revisão do compressor e dificilmente sai uma data. Sai um "acho que foi antes do Carnaval", uma lembrança do técnico que atendia antes e uma busca na gaveta por uma nota que talvez ainda esteja lá. Pergunte quando é a próxima e a resposta vira palpite.

O que falta quase nunca é a lista de equipamentos: todo mundo sabe de cor o que tem no galpão, onde fica e para que serve. O que falta é o intervalo e a data. Saber qual máquina vence nesta semana, qual já passou do prazo e qual pode esperar o mês mais tranquilo é uma decisão que se toma toda segunda-feira e quase sempre no escuro. Sem essa data, a manutenção preventiva vira corretiva com um nome mais simpático, e a conta chega em forma de hora parada, peça comprada às pressas e cliente que não recebeu.

Esta planilha resolve só essa parte: um calendário por equipamento, com a frequência de cada atividade, a data do último serviço, a data do próximo, os dias que faltam e uma situação que muda de cor sozinha. Ela não programa a produção, não emite ordem de serviço e não controla peça de reposição. É a página que se abre na segunda-feira de manhã para decidir em qual equipamento se mexe primeiro.

⬇ Baixar o modelo (Excel .xlsx)

O que é o modelo e para quem ele foi feito

É uma planilha com uma linha para cada combinação de equipamento e atividade. Cada linha guarda o mínimo para responder a três perguntas: de quanto em quanto tempo, quando foi a última vez e quando é a próxima. O resto — próximo serviço, dias restantes, situação — a planilha calcula. Você informa nomes, datas e intervalos; a aritmética não é problema seu.

Foi pensada para quem tem entre cinco e cinquenta equipamentos próprios e os mantém com equipe interna ou com um técnico que aparece quando é chamado: oficinas mecânicas, padarias com fornos e masseiras, frotas pequenas de entrega, indústrias de alimentos, lavanderias, consultórios com autoclave, gráficas e depósitos com empilhadeira. Em todos esses lugares o roteiro é o mesmo: se a máquina para sem avisar, a operação para junto.

Ela não substitui o manual do equipamento: traduz o manual para um calendário que dá para revisar e corrigir. Se o fabricante pede a conferência de uma peça a cada tantas horas de uso, essa recomendação vira aqui uma frequência em dias. A planilha não decide por você; só impede que a decisão seja esquecida.

O que o modelo traz

BlocoO que contémPara que serve
Cabeçalho de parâmetrosData de referência, limite de aviso em dias e o nome do responsável pelo planoDefine contra que dia tudo é medido e a partir de quando um serviço entra em alerta
Folha do planoUma linha por equipamento e atividade, com as onze colunas do formatoÉ o corpo do calendário: aqui se escreve e aqui se lê
Próximo serviçoColuna calculada a partir da data e da frequênciaElimina a soma feita à mão e o erro de mês que se arrasta por meio ano
Dias restantesColuna calculada contra a data de referênciaÉ o número que define a prioridade da semana
SituaçãoColuna calculada com três valores possíveisTransforma o número em sinal: vencido, próximo ou em dia
Resumo do rodapéTrês contagens por situação e o total de linhasMostra de relance quantos equipamentos estão em cada grupo
Formatação condicionalCores aplicadas sobre a coluna de situaçãoPermite ler a folha de longe, sem olhar os números
Lista de situaçõesValidação de dados na coluna de situaçãoImpede variações que quebrem a contagem do rodapé

O cabeçalho é a primeira coisa a ajustar: a data de referência e o limite de aviso, ou seja, com quantos dias de antecedência você quer saber. Uma oficina que compra peça sob encomenda vai usar um limite folgado; uma padaria que resolve no mesmo dia vai deixá-lo curto.

Não há bloco escondido nem macro. Se um número não fecha, selecione a célula e veja de onde ele vem.

As colunas, uma por uma

ColunaO que se escreveO que se calcula
EquipamentoO nome que a equipe usa de verdade, não o do catálogo—
CódigoA plaqueta ou o número interno de patrimônio—
LocalÁrea, linha ou sala onde ele está instalado—
AtividadeO que é feito exatamente: troca de óleo, revisão de correia, limpeza de filtro—
Frequência (dias)De quantos em quantos dias a atividade vence—
Último serviçoA data em que foi executado pela última vez—
Próximo serviçoNada: fica em brancoÚltimo serviço mais a frequência
Dias restantesNada: fica em brancoPróximo serviço menos a data de referência
SituaçãoNada, a não ser que se queira forçarVencido, próximo ou em dia, conforme os dias restantes e o limite
ResponsávelQuem executa ou coordena a atividade—
Custo estimadoO que se reserva para aquela intervenção—, porque o valor muda com a peça e com o fornecedor

As três colunas calculadas são justamente as que ninguém preenche. No momento em que alguém digita por cima delas, a linha deixa de responder e o rodapé começa a mentir.

A coluna de atividade merece atenção. "Manutenção geral" não é atividade, é intenção. Uma linha que diz "troca de óleo e filtro de ar" pode ser programada, orçada e conferida; uma que diz "revisão geral" termina sempre numa discussão sobre o que foi revisado. Duas rotinas com frequências diferentes vão em duas linhas, mesmo que dividam código e local.

Como o próximo serviço e a situação são calculados

O próximo serviço não se digita: soma-se. A planilha pega a data da coluna de último serviço e acrescenta o número de dias da frequência. Uma data mais um número de dias é outra data, e a fórmula é só isso: conta dias corridos, sem mês de tamanho diferente e sem ano bissexto para lembrar.

Os dias restantes são a subtração que transforma o calendário numa lista de prioridades: tira-se a data de referência do próximo serviço. Resultado positivo quer dizer que faltam aqueles dias; zero quer dizer que o serviço é hoje; negativo quer dizer que o equipamento está exatamente aqueles dias atrasado. O sinal é a informação mais valiosa da folha, porque um atraso de três dias e um de três meses parecem iguais numa lista de datas e muito diferentes num número negativo.

A situação não é opinião, é limite. A planilha compara os dias restantes com a célula de aviso do cabeçalho e separa as linhas em três grupos: vencido quando o número já é negativo, próximo quando sobra pouca margem e em dia quando ainda há folga. Como o limite é uma célula editável, o mesmo arquivo serve para o equipamento crítico que precisa de um mês de antecedência e para o secundário que se resolve na mesma semana.

Frequência (dias)Próximo serviçoDias restantes no dia do serviçoSituação nesse dia
60Último serviço mais 6060Em dia
90Último serviço mais 9090Em dia
180Último serviço mais 180180Em dia
365Último serviço mais 365365Em dia

Vale ler essa tabela de trás para a frente, porque é assim que funciona na prática: no dia em que o serviço é feito o contador começa na frequência e cai um dia a cada dia que passa. Com frequência de 60 dias, passados 45 o contador marca 15 e o equipamento segue em dia; passados 61 ele marca menos um e a situação já virou vencido. Com 365 o mecanismo é idêntico, só mais lento: meses de tranquilidade e depois o alerta. A planilha de exemplo traz cinco equipamentos e quatro frequências diferentes, e é por isso que a mesma conta precisa funcionar bem no intervalo curto e no longo.

Aqui está o detalhe que mantém o modelo útil daqui a dois anos: não há data escrita à mão nem um "hoje" fixo escondido numa célula. A data de referência é um dado do cabeçalho, e toda data do plano nasce de um serviço realmente executado. Quando o técnico termina, você troca a data de último serviço e a linha inteira se reorganiza: o próximo serviço se desloca, o contador volta ao topo e a situação retorna à zona tranquila. Nada envelhece, porque nada foi escrito como se fosse a data de hoje.

O rodapé não conta linhas, conta situações. Soma quantas linhas estão vencidas, quantas próximas e quantas em dia, e mostra o total. A planilha de exemplo tem cinco equipamentos, então as três caixas precisam somar cinco. Se um dia somarem quatro ou seis, há uma situação digitada à mão, uma data errada ou uma frequência em branco — e é aí que se olha primeiro, antes de confiar no resumo.

Passo a passo

  1. Abra a planilha e comece pelo cabeçalho: informe a data de referência e o limite de aviso em dias. Sem esses dois dados o semáforo não quer dizer nada.
  2. Liste equipamentos e atividades. Uma linha por combinação: um compressor com troca de óleo e troca de filtro são duas linhas, não uma com duas tarefas.
  3. Escreva a frequência em dias: do manual, quando existe; da experiência do técnico, quando não; do histórico de falhas, quando houver. Frequência inventada só adia o problema.
  4. Escreva a data do último serviço como ela aparece na nota ou no caderno de ocorrências. Se não houver certeza, use a última revisão conhecida e registre isso: uma data aproximada e assumida vale mais do que uma data inventada.
  5. Confira se as três colunas calculadas ficaram preenchidas em todas as linhas. Linha sem próximo serviço é linha que nunca vai avisar.
  6. Ordene por dias restantes, do menor para o maior. A primeira linha é a que recebe atenção; o resto da ordem é conversa.
  7. Depois de cada intervenção, atualize a data de último serviço e o custo real. A linha se reorganiza sozinha e o plano continua vivo sem ser refeito.

Erros comuns

  • Informar a frequência em meses quando a coluna pede dias. O plano estica e ninguém entende por que ele nunca avisa.
  • Guardar a data em que o serviço foi programado em vez da data em que foi feito. Serviço marcado e não executado empurra o calendário sem ter mantido nada.
  • Deixar de fora os equipamentos que "quase não são usados". São exatamente os que ninguém confere e os que quebram no pior dia.
  • Digitar por cima da situação para corrigir uma linha. Isso quebra a contagem do rodapé e joga fora a única conferência cruzada do arquivo.
  • Descrever atividades tão vagas que não se sabe o que foi feito nem como conferir o serviço terminado.
  • Esquecer de avançar a data de referência e confiar numa cor da semana passada. Painel lido com data velha é painel que engana.

Quando vale a pena migrar para um software

A planilha funciona bem até algumas dezenas de equipamentos, com um responsável e um único local. Quando o plano cresce em qualquer uma dessas três direções, começa a custar mais do que entrega: duas pessoas editando o mesmo arquivo terminam com duas verdades, e um equipamento que muda de unidade perde o histórico no caminho.

A migração faz sentido quando é preciso histórico por equipamento — o que foi trocado, quando e com qual peça — e não apenas a próxima data; quando é preciso emitir e encerrar ordem de serviço; quando é preciso saber se a peça está no almoxarifado antes de marcar a parada. Nesse ponto a planilha fica curta por projeto, não por falta de fórmula. O Kardex Tauro cobre essa parte quando a manutenção deixa de ser calendário e passa a ser processo com responsáveis, peças e custos que precisam ser cruzados com o estoque; enquanto o plano couber numa pessoa e numa tela, este modelo dá conta.

Modelo de plano de manutenção preventiva em Excel

Na captura aparece a planilha como ela é entregue: os parâmetros no cabeçalho, as linhas de equipamentos com frequência e último serviço e, à direita, as três colunas que se preenchem sozinhas, com a cor da situação sobre a última. Repare em duas coisas antes de carregar seus dados: se a coluna de dias restantes está do menor para o maior, porque assim a primeira linha é a que precisa de atenção, e se as três caixas do rodapé somam exatamente o número de linhas da tabela. Passando nessas duas conferências, o plano está bem montado e só falta usar.

Plano de manutenção não impede que o equipamento quebre; impede que você descubra tarde. Com frequência registrada, data de último serviço e contador de dias, a conversa de segunda-feira deixa de ser "acho que o compressor está na hora" e passa a ser "faltam quinze dias para o compressor". Repetida toda semana, essa diferença é o que separa a oficina que improvisa da que sustenta a operação.

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